- A USA Rare Earth anunciou a aquisição de 100% da mineradora Serra Verde, em Goiás, por US$ 2,8 bilhões.
- A transação inclui US$ 300 milhões em dinheiro e o restante em novas ações, com fechamento previsto para o terceiro trimestre, sujeito a aprovações regulatórias.
- A Serra Verde já recebeu US$ 565 milhões de empréstimo da US International Development Finance Corporation (DFC) e teve acordo de compra futura (offtake) firmado com a instituição norte-americana.
- O negócio ocorre em meio a debates no Brasil sobre terras raras, incluindo proposta do PT de criar a estatal TerraBras para gerir minerais críticos, mirando soberania nacional.
- A companhia espera EBITDA anualizado entre US$ 550 milhões e US$ 650 milhões até o fim de 2027, com potencial de crescimento na fase 2 da Serra Verde e projeção de EBITDA de até US$ 1,8 bilhão até 2030.
A USA Rare Earth fechou hoje a aquisição de 100% da mineradora Serra Verde, em Goiás, por US$ 2,8 bilhões. O acordo envolve a compra de ativos brasileiros que já atraem investimentos e crédito de instituições internacionais. O negócio amplia o papel dos EUA no setor de terras raras no Brasil.
A transação inclui US$ 300 milhões em dinheiro e o restante em ações da empresa compradora, listada na Nasdaq. O acordo deve ser concluído no terceiro trimestre, sujeito à aprovação regulatória. A Serra Verde vinha recebendo apoio de financiadores americanos para expandir a produção inicial.
A operação ocorreu depois de a Serra Verde firmar empréstimo de US$ 565 milhões com a US International Development Finance Corporation, agência de Washington, com acordo de compra futura de produção (offtake). A iniciativa faz parte da estratégia americana de diversificar fornecedores de terras raras.
Dados-chave
- Acordo envolve 100% da Serra Verde, com operação em Goiás.
- Valor de US$ 2,8 bilhões; conclusão prevista para o terceiro trimestre.
- A Usa Rare Earth já recebeu apoio de US$ 1,6 bilhão do governo dos EUA e detém cerca de 10% da companhia adquirente.
Contexto e desdobramentos
A gestãoamericana busca alternativas à China no fornecimento de minerais estratégicos. O negócio ocorre em meio a debates no Brasil sobre uma estatal de terras raras e políticas de soberania de recursos. O PT propôs a criação da TerraBras para participação governamental na exploração.
A equipe de analistas do BTG Pactual vê potencial para o Brasil emergir como jogador relevante na cadeia de suprimentos ocidental. A Serra Verde é a única mina de terras raras em operação no país, com projetos adicionais programados para começar após 2028.
A produção brasileira atual tem sido destinada majoritariamente à Ásia, sob contratos que vencem em 2026 e serão substituídos pelo acordo com a USA Rare Earth. A empresa americana projeta EBITDA anualizado entre US$ 550 milhões e US$ 650 milhões até 2027, com crescimento até US$ 1,8 bilhão até 2030.
Entre na conversa da comunidade