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Hamas afirma estar disposto a entregar milhares de fuzis da força policial em Gaza

Hamas sinaliza entregar milhares de fuzis da polícia em Gaza ao comitê administrado pelos Estados Unidos, mas não aceita desarmamento total

Grande grupo de pessoas reunidas em círculo ao redor de quatro corpos cobertos por lençóis brancos sobre macas laranjas, em espaço aberto. Muitos homens estão de cabeça baixa, alguns com as mãos levantadas em gesto de oração ou respeito.
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  • Hamas afirma estar disposto a entregar milhares de fuzis automáticos e outras armas pertencentes à sua força policial e a serviços de segurança interna em Gaza ao comitê administrativo palestino, supervisionado pelo Conselho de Paz liderado pelo presidente Donald Trump.
  • A medida seria uma concessão inédita do grupo, que até então não havia aberto mão de parte de seu arsenal.
  • A proposta ocorre em meio a negociações no Cairo entre Hamas, o Conselho de Paz e outras facções, para transferir a governança de Gaza ao novo comitê.
  • Os representantes não esclareceram se também haveria confisco de armas da ala militar do Hamas, que se estima possuir muito mais armamentos que a polícia.
  • Analistas veem a declaração como potencial abertura para negociações adicionais, ou apenas uma manobra para atenuar pressão internacional.

O Hamas afirmou estar disposto a entregar milhares de fuzis automáticos e outras armas pertencentes à sua força policial e a serviços de segurança interna de Gaza. A proposta seria encaminhar o armamento ao comitê administrativo palestino, criado para governar Gaza, sob supervisão de um órgão apoiado pelos Estados Unidos.

A oferta representa uma concessão inédita do grupo, que até agora não abriu mão de parte de seu arsenal. A ideia foi comunicada por dois representantes do Hamas, que falaram em condição de anonimato ao New York Times.

O comitê administrativo, ligado ao chamado Conselho de Paz, negocia com o Hamas desde a semana passada no Cairo, em meio a debates sobre um cessar-fogo e a futura governança de Gaza. O Hamas já havia sinalizado a transferência de responsabilidades de serviços públicos.

A proposta não abrangeu explicitamente a desmilitarização total de Gaza, ponto exigido por Israel e pelo plano de paz de Trump. Autoridades envolvidas também não esclareceram se a ala militar do Hamas entregaria armas além da polícia.

Especialistas atribuem à ala militar do Hamas um arsenal maior do que o da força policial, incluindo dezenas de milhares de fuzis e armamentos pesados. A narrativa da liderança de Gaza poderia indicar uma adaptação estratégica diante da pressão internacional.

Os representantes, que responderam por escrito, disseram que o grupo já realizou três reuniões com outras facções armadas na cidade de Gaza para delinear a transferência de governança para o novo comitê. O diálogo ocorre em meio a incertezas sobre o futuro controle do território.

Avaliadores destacam que a possibilidade de desarmamento parcial pode abrir espaço para negociações adicionais sobre o restante do arsenal. O Hamas mantém visão de influenciar a política palestina e resistir a Israel até a criação de um Estado independente.

Entre as vozes da população, há pedidos por fim do conflito e pela retirada de tropas israelenses, mantendo o Hamas fora do governo apenas se houver condições estáveis para a reconstrução de Gaza. O cenário segue marcado por tensões e desinformação sobre intenções de cada lado.

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