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Lula afirma que Parlamento Europeu errou ao contestar Mercosul-UE

Lula critica Parlamento Europeu por contestar o Mercosul-UE, afirma que há complementaridade agrícola e destaca Portugal como porta de entrada à parceria

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante reunião privada com o primeiro-ministro da República Portuguesa, Luís Montenegro (PSD, direita) no Palácio de São Bento, em Portugal
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “equívoco muito grande” a tentativa do Parlamento Europeu de suspender judicialmente o acordo Mercosul–União Europeia.
  • Em Lisboa, Lula afirmou que não há agricultura competitiva entre os blocos e que há complementaridade entre eles.
  • O acordo entrará em vigor de forma provisória a partir de 1º de maio; o Parlamento Europeu acionou a Justiça da UE para suspender a aplicação, citando riscos à agricultura europeia.
  • Lula pediu que Portugal seja ponte para a parceria Brasil–Europa, destacando a relação histórica entre os dois países e a comunidade brasileira no país.
  • A visita de Lula a Portugal ocorreu após passagens por Barcelona e Hannover, com agenda incluiu encontro com o presidente português e várias autoridades, além de manifestações pró e contra em Lisboa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que é um equívoco muito grande o Parlamento Europeu ter contestado judicialmente o acordo entre Mercosul e União Europeia. A declaração foi feita nesta terça-feira, em Lisboa, durante encontro com empresários e autoridades portuguesas e ao lado do primeiro-ministro Luís Montenegro.

Lula ressaltou que não existe competição entre as agriculturas dos dois blocos e que há complementaridade entre eles. O presidente afirmou ainda que o comércio internacional só funciona quando os dois lados seguem regras de convivência, sem pressionar o cliente. O comentário foi feito ao comentar o recurso apresentado pelo Parlamento Europeu.

O acordo Mercosul-UE entra em vigor provisoriamente em 1º de maio. O Congresso Europeu moveu a ação para suspender a aplicação, citando riscos à agricultura europeia. Lula rebateu a leitura, destacando que o objetivo é ampliar oportunidades para as duas regiões.

Mudanças no papel de Portugal

O presidente brasileiro mencionou Portugal como porta de entrada para interesses empresariais no mercado europeu. Ele afirmou que parte das negociações pode ser construída em território português, reforçando uma parceria histórica entre os dois países.

Montenegro classificou Portugal como defensor intransigente do tratado, e disse que o acordo permite ao Brasil ampliar projeção no mercado europeu. A fala ocorreu durante a agenda de Lula em Lisboa, que incluiu encontros com autoridades portuguesas.

A comitiva que acompanhou Lula a Portugal inclui ministros das Relações Exteriores, Fazenda, Desenvolvimento, Minas e Energia, Ciência, Tecnologia e Inovação, além de representantes de órgãos ligados à saúde. A viagem faz parte de uma rodada europeia do petista, que já passou por Barcelona e Hannover.

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