- Lula está na Alemanha para a Feira Industrial de Hannover e concedeu entrevista à ARD, reiterando que o Brasil mantém portas abertas a parceiros, incluindo a Rússia, mas defende soberania sobre terras raras e desmatamento.
- O presidente disse que a Alemanha é parceiro privilegiado, mas que ninguém terá vantagens unilaterais; o Brasil quer cooperação com benefício para a humanidade e respeito à sua soberania.
- Sobre o acordo Mercosul-União Europeia, Lula reconheceu atraso na implementação definitiva e disse que o bloco já cumpriu sua parte, criticando a demora europeia.
- Lula criticou a ineficácia do Conselho de Segurança da ONU em promover a paz e citou guerras no Iraque, Líbia, Irã, Ucrânia e Faixa de Gaza; mencionou o presidente dos Estados Unidos de forma crítica.
- O presidente reafirmou manter relações com Estados Unidos, China e outros, enfatizando diálogo, negociação e respeito mútuo, sem vetar países.
Lula afirma soberania sobre terras raras em Hannover, durante feira de inovação. Em entrevista à ARD, o presidente destacou a continuidade da política de “portas abertas” para parceiros comerciais, mas ressaltou que questões internas, como exploração de terras raras, seguem sob a defesa brasileira.
O chefe de Estado participou da maior feira de inovação do mundo, a Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, como parceiro oficial do evento neste ano. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Ingo Zamperoni, do programa Tagesthemen, da emissora pública alemã.
Durante o encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz, Lula defendeu o multilateralismo e disse que a Alemanha é um “parceiro privilegiado”, desde que não haja vantagens unilaterais. Ele pediu cooperação para transformar recursos estratégicos em benefício global, mantendo soberania brasileira.
Sobre as relações comerciais, Lula afirmou que não haverá veto a nenhum país. Ele reiterou a posição de que terras raras são de propriedade do Brasil e que o país busca parcerias para desenvolvimento conjunto, sem abrir mão de sua soberania.
Ainda na conversa, o presidente comentou o atraso na implementação definitiva do acordo Mercosul-UE. Embora tenha elogiado a entrada provisória, ele apontou que a demora europeia representa um problema, e que o Mercosul ratificou o tratado prontamente.
Questionado sobre políticas internacionais, Lula criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU e as guerras promovidas por alguns de seus membros. Segundo ele, cinco membros não estão cumprindo o papel de construção de paz, mas de conflito.
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