- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou o bloqueio de navios que entram e saem de portos iranianos pelos EUA como “ato de guerra”, afirmando que viola o cessar-fogo desde o dia sete.
- Araghchi afirmou que interceptar e atacar um navio cargueiro de bandeira iraniana que tentou furar o bloqueio representa violação ainda maior.
- O Comando Central da Marinha dos Estados Unidos informou que, desde o início do bloqueio no dia treze, 28 embarcações foram obrigadas a retornar ao ponto de origem ou a retirar-se do local.
- O episódio envolvendo o navio iraniano ocorreu após a intervenção da Marinha americana, citada pelo chanceler em postagem no X.
- A tensão ocorre no contexto das restrições no Estreito de Ormuz, área de grande importância estratégica para o comércio internacional.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira que o bloqueio de navios que saem e entram nos portos iranianos, imposto pelos EUA, é considerado um ato de guerra que viola o cessar-fogo vigente desde o dia 7. A declaração foi feita em comunicação pública.
Araghchi mencionou o episódio em que a Marinha americana interceptou e atacou um navio cargueiro de bandeira iraniana que tentou furar o bloqueio. Segundo o chanceler, esse tipo de ação agrava a tensão na região.
Mais cedo, o Comando Central da Marinha dos EUA informou que, desde o início do bloqueio, no dia 13, 28 embarcações foram obrigadas a retornar aos portos de origem ou a cancelarem trajetos.
Detalhes do incidente
Oficiais iranianos não detalharam quais navios estariam envolvidos, mas destacaram o que classificaram como violações ao cessar-fogo acordado entre as partes. O governo iraniano sustenta que as ações dos EUA representam agressão contínua na região.
O relatório americano aponta que, desde o começo do bloqueio, barcos comerciais de diversas nacionalidades foram afetados, com instruções de desvio ou retorno para evitar confrontos. As informações reforçam a tensão diplomática entre Teerã e Washington.
Entre na conversa da comunidade