- ProWine Tokyo 2026, de 15 a 17 de abril, reuniu cento e oitenta e oito expositores de vinte e três países e regiões, reforçando o caráter internacional do evento.
- O foco do evento foi o vinho japonês, o rosé e a ascensão da América do Sul, com o objetivo de criar oportunidades de negócio para compradores japoneses, importadores e sommeliers.
- No segmento de vinho japonês, sete dos vinte e duas seminários tratavam do tema; o Japão representa 5,4% da distribuição de vinho no mercado doméstico, e a qualidade aliada à identidade regional ganha importância.
- Em rosé, o objetivo é entender por que a demanda global ainda não decolou no Japão, destacando um posicionamento premium de Provence baseado em qualidade, identidade regional e compromisso ambiental.
- Uruguai teve destaque entre a América do Sul, com dez expositores em estande independente; mais de 90% das vinícolas são familiares, e o Japão é um mercado-chave para marcas como a Bodega Garzón.
ProWine Tokyo 2026, realizado de 15 a 17 de abril, reuniu 188 expositores de 23 países, consolidando-se como feira internacional. O destaque não foi apenas o tamanho, mas o foco claro do evento: vinho japonês, rosé e a ascensão da América do Sul.
Segundo Noriko Nakamura, a três top trends apontadas pela imprensa, o objetivo é criar oportunidades de negócio para compradores, importadores e sommeliers japoneses, além de fortalecer o vínculo entre produtores e o mercado local.
Vinho japonês e identidade regional
A pauta japonesa permaneceu central, com sete das 22 palestras dedicadas ao tema. O programa incluiu jornadas sobre a primeira vinícola partilhada e produtores envolvidos na reconstrução após desastres, ampliando a discussão para qualidade e identidade regional.
Conforme dados da Agência Nacional de Impostos, o vinho japonês representa cerca de 5,4% da distribuição interna de vinhos, em um setor majoritariamente composto por pequenos produtores. O desafio é conectar a categoria aos compradores que reconheçam seu valor.
Rosé em foco
A feira também destacou o rosé, com a tentativa de entender por que a demanda japonesa fica atrás da global. Especialistas ressaltaram que o rosé sofre com uma imagem associada ao açúcar e com uma tradição de consumo centrada em vinhos tintos, brancos e espumantes.
Para o CIVP, o rosé de Provence é apresentado como uma proposta premium, baseada em qualidade e identidade regional, além de compromisso ambiental. Pesquisas de mercado indicam potencial de crescimento mediante maior educação do consumidor.
América do Sul ganha espaço
Uruguai teve presença relevante, com 10 expositores em pavilão independente, apresentando-se como origem pequena priorizando qualidade. Executivos destacaram que a maior parte das vinícolas é familiar e que o Japão é mercado estratégico.
Afonso Vila, do INAVI, informou que mais de 90% das vinícolas uruguaias são familiares. Em prosa de mercado, Emilia Barabino, da Bodega Garzón, apontou o Japão como mercado-chave, reforçando o interesse por vinhos com produção contida e boa narrativa.
Masters of Wine visitam o Japão
A edição contou com a MW Trip deste ano, organizada pelo Institute of Masters of Wine, reunindo cerca de 30 Masters of Wine no país em março de 2026. Produtores presentes avaliaram o público japonês como exigente e aberto a novidades.
No conjunto, ProWine Tokyo 2026 mostrou que o Japão se afirma não apenas como polo consumidor, mas também como produtor de vinho, com foco em qualidade, identidade regional e novos nichos de mercado.
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