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Zelensky afirma que oleoduto Druzhba pode retomar operações

Zelensky afirma reparos no Druzhba permitem retomar operações, mas risco de novos ataques persiste e o financiamento europeu continua essencial

1 de 1 Imagem colorida do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky - Metrópoles
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  • Zelensky disse que reparos em trecho do oleoduto Druzhba foram concluídos e a operação pode ser retomada.
  • Especialistas ucranianosteriam estabelecido condições básicas para o restabelecimento, mas não há garantias contra novos ataques russos.
  • A retomada depende da liberação de um pacote de apoio financeiro aprovado pelo Conselho Europeu.
  • O premiê húngaro Viktor Orbán bloqueou cerca de 90 bilhões de euros da União Europeia para a Ucrânia, condicionando o fluxo de petróleo via Druzhba; a posição também tem apoio do primeiro-ministro eslovaco e foi influenciada pela vitória de Péter Magyar.
  • Zelensky afirmou a necessidade de diversificar fontes de energia e anunciou a preparação de uma reunião no formato “Ramstein da energia” para coordenar reconstrução e proteção da infraestrutura ucraniana.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira que a Ucrânia concluiu os reparos em um trecho do oleoduto Druzhba, danificado por ataque russo. Segundo ele, o sistema pode retomar operações. A restauração foi definida como condição básica para reativar o fluxo.

Zelensky disse ainda que não há garantias de que a infraestrutura não sofra novos ataques. Ele vinculou a retomada das operações à liberação de um pacote de apoio financeiro aprovado pelo Conselho Europeu. O presidente pediu avanços de parceiros europeus em sanções e cooperação.

O líder ucraniano ressaltou que já foi feita parte do trabalho e cobrou ações adicionais da União Europeia, incluindo mecanismos de cooperação. Ele afirmou que a diversificação de fontes de energia é essencial para a resistência europeia.

Impasse com a Hungria

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, chegou a bloquear um pacote de cerca de 90 bilhões de euros da UE destinado à Ucrânia, condicionando a liberação ao restabelecimento do abastecimento de petróleo via Druzhba. A posição tinha apoio do premiê eslovaco.

Após a vitória eleitoral de Péter Magyar, o tema continua no centro das negociações. Magyar pediu a Zelensky a retomada rápida do fluxo de petróleo assim que os reparos forem concluídos e também cobrou a retomada dos envios por parte da Rússia.

Nos bastidores, o Druzhba passou a ser visto como instrumento de pressão. Budapeste usa o veto financeiro para garantir energia, enquanto Kiev busca apoio político e econômico para avançar com a cooperação europeia. Zelensky destacou a necessidade de diversificar fontes de energia.

Energia e cenário futuro

Zelensky citou a importância de assegurar o fornecimento de combustível para a Ucrânia nos próximos meses, diante de uma conjuntura internacional conturbada. A região também vive pressão por impactos da guerra e de tensões geopolíticas.

O presidente anunciou a preparação de uma reunião no formato Ramstein da energia, com foco na coordenação internacional para reconstrução e proteção da infraestrutura energética ucraniana. O Druzhba permanece central na disputa entre aliados e vizinhos.

A retomada do Druzhba pode reduzir tensões a curto prazo, mas o cenário continua incerto diante de riscos de novos ataques e da complexa competição por energia, financiamento internacional e apoio político na região.

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