- O Irã atacou três embarcações no estreito de Ormuz; duas foram apreendidas e a terceira ficou inoperante na costa do país.
- As embarcações circulavam com bandeiras do Panamá e da Libéria e foram alvos de tiros após tentativa de cruzar a rota sem autorização.
- As três embarcações passam a ficar sob controle do Irã; a Grécia tem um navio inoperante na costa.
- Segundo a Casa Branca, o presidente Donald Trump aguarda uma proposta de Teerã para um acordo definitivo, sem prazo determinado, e não houve violação do cessar-fogo conforme leitura dos EUA.
- As ações do Irã representam as primeiras apreensões desde o início do conflito, em fevereiro, segundo a divulgação da agência estatal iraniana.
O Irã atacou três embarcações no estreito de Ormuz. Duas foram apreendidas e a terceira permanece inoperante na costa iraniana. A ação, divulgada pela agência estatal IRNA, mostra lanchas da Guarda Revolucionária se aproximando e invasões aos navios que operavam com bandeiras do Panamá e da Libéria. Até o momento, não há relatos de feridos.
As embarcações cruzavam a principal rota de petróleo sem autorização. Os navios estão sob controle iraniano. Trata-se das primeiras apreensões do Irã desde o início do conflito, em fevereiro. Um barco grego também ficou inoperante na costa do país, segundo a imprensa local.
Repercussões diplomáticas
A Casa Branca informou que o presidente Donald Trump aguarda uma proposta de Teerã para um acordo definitivo, sem prazo definido. O governo americano destaca que os ataques não configuram violação do cessar-fogo, já que não envolvem propriedades americanas ou israelenses.
O presidente iraniano reiterou que o bloqueio americano é o principal entrave para as negociações. Em meio às disputas, a Casa Branca citou que a liderança do regime está dividida e não houve prazo para uma proposta.
Desdobramentos militares e políticos
Pelo lado dos Estados Unidos, o pronunciamento público reforça o interesse em uma solução diplomática, mesmo com ações hostis na região. Nas redes, Trump afirmou que os iranianos teriam desistido de executar oito mulheres que participavam de manifestações, apesar da duplicidade da versão iraniana.
Separadamente, o Pentágono informou a saída imediata do secretário da Marinha, John Phelan, sem detalhar o motivo. A notícia amplia o cenário de incerteza na gestão militar dos Estados Unidos na região.
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