- Mais de 30 países se reúnem em Londres, no Quartel-General Conjunto em Northwood, para avançar o planejamento de uma missão multinacional destinada a reabrir o estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% do petróleo mundial, até quinta-feira, 23 de abril de 2026.
- O objetivo é transformar o consenso político obtido na cúpula de Paris em um plano militar concreto, com uma missão internacional estritamente defensiva para proteger navios comerciais, assegurar a atividade de operadores marítimos e realizar desminagem quando houver cessar‑fogo estável.
- Reino Unido e França lideram a iniciativa, que pretende estruturar a operação em respeito ao direito internacional e em coordenação com países participantes.
- A declaração conjunta de Londres e Paris, firmada por dezenas de países, afirma que a diplomacia deve prevalecer e defende a reabertura incondicional e imediata do estreito, ressaltando a relevância da liberdade de navegação para o comércio internacional.
- Entre os signatários aparecem Alemanha, Bahrein, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Itália, Noruega, Portugal, Suécia, entre outros, com discussões focadas em capacidades militares, estrutura de comando e formas de mobilização na região.
O Reino Unido e a França lideram um plano para reabrir o estreito de Ormuz. Mais de 30 países discutem, em Londres, a partir desta quarta-feira, 22 de abril de 2026, a criação de uma missão multinacional defensiva. O encontro ocorre no Quartel-General Conjunto Permanente, em Northwood, Londres.
A reunião sucede à cúpula em Paris, na qual mais de 50 países apoiaram a ideia de reabrir a via marítima. O objetivo é converter o consenso político em um plano militar concreto para proteger embarcações e operadores no estreito.
A proposta inclui operações de desminagem assim que as condições permitirem, sempre dentro de um marco de cessar-fogo sustentável. A iniciativa enfatiza a defesa da navegação e da liberdade de comércio internacional.
Participantes e próximos passos
Antes da reunião, o secretário de Defesa britânico ressaltou que o objetivo é traduzir o alinhamento diplomático em um plano conjunto. O foco é salvaguardar a liberdade de navegação e apoiar um cessar-fogo estável.
O comunicado conjunto de Reino Unido e França, divulgado pelos ministérios de Relações Exteriores, confirmou o apoio de dezenas de países à reabertura do estreito e destacou o papel da diplomacia. A nota enfatiza que a liberdade de navegação sustenta o comércio global.
A conferência deve definir capacidades militares disponíveis, estrutura de comando e mobilização de forças na região. Os organizadores esperam ter o plano pronto para implementação assim que houver condições políticas e de segurança estáveis.
- Alemanha
- Bahrein
- Bélgica
- Canadá
- Chipre
- Dinamarca
- Estônia
- Finlândia
- Grécia
- Holanda
- Itália
- Letônia
- Macedônia do Norte
- Noruega
- Nova Zelândia
- Polônia
- Portugal
- Somália
- Suécia
O estreito de Ormuz permanece com restrições impostas pelo Irã, em resposta a ações militares dos EUA e de Israel. Essas limitações têm impactos sobre preços de energia e cadeias de suprimentos globais.
Observação: as discussões visam manter a neutralidade e evitar qualquer linguagem que indique apoio político ou julgamento sobre as partes envolvidas.
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