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Governo libanês é pressionado a negociar com Israel, afirma professor

Especialista afirma que EUA pressionam Líbano a negociar diretamente com Israel em Washington, com oposição interna e críticas à ocupação israelense

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  • O professor Hussein Kalout, da Universidade de São Paulo e pesquisador de Harvard, diz que os Estados Unidos pressionam o Líbano a negociar diretamente com Israel.
  • Segundo ele, o governo libanês está sendo coagido e chantageado a sentar à mesa de negociações em Washington.
  • A justificativa, conforme Kalout, seria oferecer saída para o premiê Benjamin Netanyahu após promessas não cumpridas na guerra contra o Irã e impactos na economia israelense.
  • Há divergências entre governo e oposição libanesa sobre o formato das negociações: a oposição não admite negociações diretas, enquanto o governo negocia sob pressão estadunidense.
  • Kalout sustenta que não há aliança entre Líbano e Israel contra um inimigo comum, destacando a ocupação israelense no sul do Líbano e ataques a civis e patrimônio libanês.

O governo libanês está sob pressão para negociar diretamente com Israel, segundo Hussein Kalout, professor de Relações Internacionais da USP e pesquisador de Harvard. Em entrevista ao WW, ele afirmou que os EUA promovem um encontro direto em Washington, buscando facilitar um acordo para Netanyahu.

Kalout disse que a pressão busca uma saída para o premiê israelense, após promessas não cumpridas sobre uma vitória sobre o Irã. Segundo ele, a guerra de 40 dias provocou custos altos para Israel, com economia em paralisação e danos ao tecido social.

Divergências entre governo e oposição no Líbano

O especialista aponta que tanto o governo quanto a oposição concordam com a necessidade de Israel deixar o sul do Líbano, mas divergem sobre o formato das negociações. A oposição não admite negociações diretas, enquanto o governo aceita o diálogo sob pressões externas.

Ele refuta a ideia de uma aliança entre Líbano e Israel contra um inimigo comum. Para Kalout, a ocupação israelense atinge libaneses em diversas frentes, incluindo civis, jornalistas, vilarejos e sítios arqueológicos, o que contradiz qualquer narrativa de cooperação entre os dois governos.

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