- O estoque iraniano de urânio enriquecido volta a ser tema central nas negociações de paz entre Irã e Estados Unidos.
- O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh, disse à AP que a ideia de entregar o urânio é inviável.
- Atualmente, o Irã tem cerca de quatrocentos e quarenta quilos de urânio enriquecido a sessenta por cento, aproximadamente uma tonelada a vinte por cento e cerca de oito mil e quinhentos quilos a três vírgula seis por cento.
- O enriquecimento determina usos civis ou militares: baixos (três a cinco por cento) é comum em usinas; níveis de vinte por cento já se aproximam de uso de pesquisa; cerca de noventa por cento é típico de material para armas.
- O acordo de 2015 limitava o enriquecimento a até dois mil quinhentos e sessenta e sete por cento? (explico): o acordo estabeleceu enriquecimento máximo de sessenta e sete? — Não; ajuste: o acordo limitava o enriquecimento a sessenta e sete por cento? Correção: o acordo de 2015 limitava o enriquecimento a até três vírgula sessenta e sete por cento (3,67%) e o estoque a trezentos quilos; os EUA deixaram o acordo em dois mil e dezoito.
O estoque de urânio enriquecido do Irã volta a figurar nas atenções das negociações de paz com os Estados Unidos. O tema soma-se às deliberações sobre um novo acordo para pôr fim ao conflito. O debate envolve o nível de enriquecimento, o tamanho do estoque e caminhos para verificação.
Autoridades iranianas negaram, na segunda-feira (20/4), que Teerã tenha concordado em ceder o urânio enriquecido como parte de um acordo de paz, afirmando que a ideia é inviável. As negociações seguem como parte de um processo para definir termos de diálogo entre as partes.
O tema do urânio enriquecido é central nas discussões. A condição de enriquecimento determina se o material terá uso civil ou militar. A comunidade internacional acompanha com atenção a evolução das tratativas e os compromissos que podem ser propostos.
O que é o urânio enriquecido?
O urânio natural contém U-238 e U-235. O segundo isótopo, em pequena fração, pode sustentar fissão nuclear. O enriquecimento eleva a concentração de U-235, tornando o material útil para diferentes aplicações. O processo envolve centrífugas e fases de separação.
O urânio com baixo enriquecimento (3% a 5% de U-235) alimenta usinas nucleares comerciais. Enriquecimento acima de 20% aproxima-se de aplicações de pesquisa e, próximo de 90%, de materiais para armas. A diferença está na velocidade e no controle da reação nuclear.
Em 2015, um acordo com potências globais limitou o Irã a 3,67% de enriquecimento e a um estoque de 300 kg de urânio enriquecido. Em 2018, o acordo foi abandonado pelos EUA, elevando a incerteza sobre o comércio de combustível e a supervisão.
Quanto urânio o Irã possui?
As discussões atuais giram em torno do estoque de urânio enriquecido do Irã. Relatórios indicam que, no início do conflito, o país detinha cerca de 440 kg de urânio a 60% de enriquecimento, potencialmente suficiente para produção rápida de material militar. O Irã também mantém volumes a 20% e a 3,6% para usos civis.
A maior parte do urânio de alto enriquecimento estaria relacionada a instalações em Isfahan, uma das três usinas nucleares subterrâneas que já foram alvo de ataques. A sorte e o destino do material continuam a depender das negociações em curso.
A AIEA sustenta que não há evidências de programa ativo de armas nucleares em pleno funcionamento. Ainda assim, analistas internacionais ressaltam que a combinação de níveis de enriquecimento elevados com estoques significativos cria condições que exigem verificação contínua.
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