- Governo japonês planeja desenvolver uma indústria nacional de drones, com produção em massa e uso pelas Forças de Autodefesa em situações de crise; a agenda de segurança nacional espera detalhar o plano até o final do ano.
- A Agência de Aquisição, Tecnologia e Logística, ligada ao Ministério da Defesa, lançou um programa de cooperação com o setor privado para drones de uso civil e militar; protótipos já podem ser usados em exercícios, com retorno de informações como alcance e payload.
- O objetivo é criar bases para produção rápida em caso de emergência; o processo de contratação no setor de defesa é complexo, e a Atla oferecerá um ponto de contato para apoiar contratados.
- O Japão depende fortemente de drones chineses no mercado interno (cerca de 90%), com fornecedores japoneses correspondendo a roughly 3%, impulsionando o governo a fortalecer fabricantes nacionais para dissuasão.
- O mercado global de drones deve chegar a cerca de US$ 57,8 bilhões até 2030; além disso, o governo avalia flexibilizar regulamentações e ampliar locais de teste para viabilizar a produção.
O governo do Japão planeja desenvolver uma indústria nacional de drones para produção em massa, com foco em dispositivos civis que possam ser mobilizados por forças militares em situações de emergência. O Ministério da Defesa lidera a iniciativa, buscando atrair startups para o setor.
A estratégia prevê apoio ao cultivo da capacidade de produção civil em tempos de paz, com uso eventual pelas Forças de Autodefesa durante crises de segurança nacional. Os planos ganharão detalhes em uma agenda de segurança nacional a ser atualizada até o fim do ano.
A Agência de Aquisição, Tecnologia e Logística (Atla), vinculada ao Ministério da Defesa, já lançou, neste ano fiscal, um programa que aproxima Forças de Autodefesa e setor privado para bens de dupla utilização. Protótipos de drones são testados em exercícios militares.
Plano de produção e parcerias
As Forças de Autodefesa compartilham observações com empresas sobre alcance de voo, capacidade de carga e outros aspectos relevantes. A finalidade é criar bases para produção rápida em massa em eventual necessidade de defesa. Um ponto de contato dedicado pela Atla deverá apoiar os contratados.
Entrar no setor de defesa representa desafio regulatório e contratual para empresas. O programa visa simplificar a colaboração, com um caminho de contratação mais claro e acessível para fornecedores nacionais. A iniciativa ocorre em meio a tensões globais com uso ampliado de drones.
A importância de ampliar a produção nacional é ressaltada por autoridades do governo, diante da dependência de fornecedores estrangeiros. Dados oficiais apontam participação de fabricantes chineses com forte presença no mercado global de drones.
Cenário de mercado e regulamentação
O Japão ocupa posição verificada na dependência de drones estrangeiros, com empresas nacionais responderam por parcela muito pequena do mercado doméstico. A indústria de drones global deve crescer até US$ 57,8 bilhões até 2030, conforme estudo de mercado citado pelo governo.
A atual regulamentação de drones no Japão impõe limitações para testes e operações, em especial pela Lei de Rádio. Autoridades destacam a necessidade de flexibilizar regras para permitir testes e aquisições mais eficientes, sem comprometer a segurança.
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