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ONU vê risco de 30 milhões voltarem à pobreza com guerra no Irã

ONU alerta: guerra no Irã pode empurrar 30 milhões de pessoas à pobreza, com redução do PIB global e crise alimentar iminente

7 de abril de 2026 - Crianças iranianas participam de uma manifestação que marca os 40 dias desde que mais de 100 crianças foram mortas em um ataque a uma escola em Minab, no Irã. Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency)
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  • Mais de 30 milhões de pessoas devem recuar à pobreza por causa da guerra do Irã, com impactos no fornecimento de combustível e fertilizantes.
  • A escassez de fertilizantes, agravada pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, já reduz a produtividade agrícola e deve afetar a produção ainda este ano.
  • A insegurança alimentar deve atingir o pico em alguns meses, com efeitos indiretos já reduzindo o PIB global entre 0,5% e 0,8%.
  • A crise também dificulta os esforços humanitários, com financiamento menor e necessidades maiores em lugares como Sudão, Gaza e Ucrânia.
  • Mesmo no fim da guerra, os impactos persistem, e partes da população poderão ficar sem ajuda, conforme alertou o PNUD.

BANGCOC, 23 abr (Reuters) — A guerra envolvendo o Irã pode empurrar mais de 30 milhões de pessoas de volta à pobreza nos próximos meses, segundo o chefe de desenvolvimento da ONU. As interrupções no abastecimento de combustível e fertilizantes são apontadas como principais gatilhos.

A escassez de fertilizantes, agravada pelo bloqueio de navios no Estreito de Ormuz, já reduziu a produtividade agrícola, afirmou o administrador do PNUD à Reuters. A tendência é de queda na produção ao longo deste ano.

Entre os impactos citados estão menos energia disponível e menor remessa mundial de insumos. Mesmo com o fim da guerra hoje, os efeitos já estariam em curso e teriam alcance global.

O chefe do PNUD ressaltou que a insegurança alimentar deve atingir o auge em alguns meses, com consequências já visíveis para a biodiversidade alimentar. A crise se conecta a outros problemas energéticos e logísticos.

Dados de instituições internacionais também sinalizam pressões com alta de preços de alimentos, acionando impactos em populações vulneráveis ao redor do mundo, segundo relatos divulgados neste mês.

A crise humanitária se agrava pela diminuição de financiamento para ajuda humanitária, além do aumento de necessidades em áreas já acometidas por emergências, como Sudão, Gaza e Ucrânia.

A avaliação aponta que efeitos indiretos da crise já eliminam entre 0,5% e 0,8% do PIB global, em estimativas que refletem o encarecimento de cadeias produtivas e mercados de energia.

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