- Trump afirmou não estar pressionado para fechar acordo com o Irã e disse que o tempo favorece os EUA.
- Em publicação, disse que as forças iranianas estariam enfraquecidas, com a marinha destruída, a força aérea neutralizada e defesas eliminadas, mantendo o bloqueio naval dos EUA.
- O mandatário disse que um acordo só será feito quando for apropriado para os Estados Unidos, seus aliados e o resto do mundo.
- No Congresso, o Senado rejeitou pela quinta vez neste ano uma proposta de limitar os poderes de guerra do presidente, por 51 votos a 46.
- O bloqueio de navios permanece em vigor; avaliações de inteligência apontam que a remoção completa de minas na região pode levar até seis meses, prazo considerado inaceitável pelo Pentágono.
Donald Trump afirmou nesta quinta-feira que não está sob pressão para fechar um acordo de paz com o Irã e que o tempo favorece os Estados Unidos no conflito. A mensagem foi publicada na rede Truth Social, com o ex-presidente dizendo ser possivelmente a pessoa menos pressionada no momento de guerra.
Ele reforçou que, se houver acordo, será quando os EUA julgarem apropriado e bom para aliados e para o mundo. O tom foi de endurecimento ao descrever a situação militar iraniana, afirmando que a marinha, a força aérea e sistemas de defesa teriam sido enfraquecidos, com perdas entre lideranças.
O presidente não descartou negociar, apenas afirmou que o timing depende dos EUA. Segundo ele, o bloqueio naval continua firme e rigoroso, enquanto Washington busca pressionar economicamente Teerã.
Impasse sem prazo definido
As negociações entre Washington e Teerã seguem sem cronograma claro, e o Irã ainda não apresentou uma proposta formal. O bloqueio naval norte-americano permanece em vigor, com várias embarcações obrigadas a retornar a portos, principalmente petroleiros.
No Estreito de Ormuz, a situação permanece sensível, elevando o risco de escalada. Avaliações de inteligência apresentadas ao Congresso indicam que a remoção de minas pode levar até seis meses após o fim do conflito, prazo considerado inaceitável pelo Pentágono.
Congresso e alianças
No plano doméstico, o Senado dos EUA rejeitou pela quinta vez neste ano uma proposta de limitar os poderes de guerra de Trump, que exigia autorização do Congresso para ações contra o Irã. A derrota ocorreu por 51 votos a 46.
Mesmo sem admitir pressão, Trump mostrou frustração com a liderança iraniana e pediu uma proposta unificada para encerrar o conflito. O governo americano também rebate acusações de influência de interesses internos na tomada de decisões, em meio às eleições de meio de mandato.
Entre na conversa da comunidade