- Email interno do Pentágono descreve opções para punir aliados da Otan que não apoiaram operações contra o Irã, incluindo a suspensão da Espanha da aliança.
- O documento cita frustração com aliados que não concedem direitos de acesso, base e sobrevoo (ABO) para a guerra contra o Irã.
- Uma das opções é suspender países “difíceis” de cargos relevantes na Otan; segundo uma autoridade, o Tratado de Fundação da Otan não prevê suspensão de filiação.
- O memorando também avalia reavaliar o apoio diplomático dos EUA a possessões imperiais europeias, como as Ilhas Malvinas.
- A secretária de imprensa do Pentágono afirmou que não comentaria deliberações internas; Trump criticou aliados por não enviarem navios e já sinalizou considerar a saída da Otan.
Um email interno do Pentágono apresenta opções de punição a aliados da Otan que supostamente não apoiaram as operações dos EUA na guerra contra o Irã. A proposta inclui a suspensão da Espanha da aliança e a reavaliação de posições sobre as Ilhas Malvinas.
A autoridade norte-americana, que solicitou anonimato, disse à Reuters que as opções descrevem frustração com a relutância de alguns parceiros em conceder direitos de acesso, base e sobrevoo para a operação contra o Irã. O ABO é citado como a base para a Otan.
O documento sustenta que o ABO é fundamental para a cooperação da aliança, e aponta que alguns aliados seriam considerados como impedindo o desempenho das tarefas. A possibilidade de suspensão de países foi mencionada entre as opções.
Contexto e posição da Otan
Um representante da Otan afirmou que não há disposição no Tratado de Fundação para suspender filiação à Otan. A autoridade citada ressaltou que o documento circula em níveis altos do Pentágono, sem indicar medidas definitivas.
O governo americano tem repetidamente destacado que decisões sobre alianças são complexas, envolvendo questões de segurança coletiva, acordos de defesa e compromissos diplomáticos. Não houve confirmação de ações concretas até o momento.
Ilhas Malvinas
O memorando também menciona a possibilidade de reavaliar o apoio diplomático a possessões britânicas nações europeias de longa data, como as Ilhas Malvinas. A disputa envolve Argentina e Reino Unido, com a situação ainda não resolvida.
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