- A Polícia anticorrupção da Bolívia e o Ministério Público realizaram buscas nos escritórios da petrolífera estatal YPFB, em La Paz e Santa Cruz, como parte de apuração sobre irregularidades na compra de combustível iniciada em dezembro.
- A operação foi acompanhada por uma testemunha da Reuters e confirmada por autoridades locais.
- As investigações chegam após denúncias do Congresso e do vice‑presidente Edmand Lara, que apontam possíveis irregularidades nos custos de aquisição de petróleo em relação a gestões anteriores.
- Em dezembro, promotores prenderam o ex-presidente da YPFB, Armin Dorgathen, sob suspeita de corrupção; outros cinco ex-gerentes também foram denunciados.
- Segundo estimativas do governo, desvios anuais na importação de combustíveis subsidiados teriam ficado entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão.
A polícia anticorrupção da Bolívia, em conjunto com o Ministério Público, realizou nesta sexta-feira uma operação nos escritórios da YPFB, estatal de petróleo, localizados em La Paz e Santa Cruz. A ação faz parte de uma investigação sobre supostas irregularidades na compra de combustível iniciada em dezembro.
A operação foi presenciada por uma testemunha da Reuters e confirmada por autoridades à imprensa local. As diligências visam esclarecer denúncias sobre custos de aquisição de petróleo.
Desdobramentos
Após denúncias apresentadas por membros do Congresso e pelo vice-presidente Edmand Lara, surgem indícios de irregularidades nos gastos com importação de combustíveis. A investigação acompanha possíveis desvios em serviços da estatal.
Em dezembro, promotores anunciaram a denúncia contra Armin Dorgathen, ex-presidente da YPFB, e outros cinco ex-gerentes, por corrupção. O caso envolve valores não especificados até o momento.
A YPFB é responsável pela importação de combustíveis subsidiados no país, com estimativas do governo de desvio anual entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão. A administração atual de Rodrigo Paz tem enfatizado medidas contra fraudes no setor.
No início de março, Paz ordenou a ocupação das instalações do grupo pelo Exército brasileiro, para impedir ações de grupos ligados a fraudes, após escândalo envolvendo combustível de má qualidade distribuído no país.
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