- A ARIA, criada em 2023, é a agência britânica de pesquisas de alto risco com orçamento superior a £1 bilhão até 2030, focada em avanços em saúde e outras áreas.
- Um dos programas prevê um investimento de £69 milhões para desenvolver tecnologias neurais mais precisas que modulam o cérebro em nível de circuitos, com objetivo de tratar epilepsia, Alzheimer e outras doenças.
- A iniciativa já apoiou dezoito equipes e envolve ideias como ultrassom para biotipo cerebral e estimulação profunda do cérebro com foco na precisão.
- Em especial, um projeto do Imperial College London combina ultrassom e terapia genética para mapear a expressão gênica em tempo real em neurônios, buscando entender melhor os circuitos cerebrais.
- A CEO da ARIA, Kathleen Fisher, destacou que, embora os resultados de curto prazo sejam incertos, investimentos podem trazer benefícios inesperados e que sinais iniciais de impacto social devem surgir até o início da década.
A ARIA, agência britânica lançada em 2023, busca investir em projetos de alto risco com retornos significativos para setores como segurança alimentar e saúde. O foco atual envolve intervenções neurais com recursos públicos estimados em mais de £1 bilhão até 2030, incluindo um programa de £69 milhões para tecnologias de modulação cerebral.
A iniciativa visa tratar uma gama de distúrbios neurológicos por meio de tecnologias que operem com maior precisão nas redes cerebrais. Segundo o diretor do programa, Jacques Carolan, o objetivo é entender circuitos específicos do cérebro para desenvolver intervenções mais precisas, indo além das opções atuais de tratamento.
Estrutura e projetos em andamento
Até o momento, a ARIA apoiou 19 equipes, investigando desde ultrassom para biotipar brains até estimular regiões profundas do cérebro de maneiras que protejam e regenerem tecidos. Entre as linhas de pesquisa, destaca-se o uso de ultrassom para mapear a expressão gênica em tempo real em neurônios, abrindo caminho para entender falhas em redes neurais.
Profissionais de instituições britânicas atuam com abordagens híbridas, combinando técnicas como ultrassom e terapia genética para visualizar circuitos cerebrais. Um exemplo envolve pesquisas em Imperial College London, que exploram interfaces neurais não invasivas para ampliar o retrato da atividade cerebral.
Implicações e visão futura
Historicamente, a estimulação de áreas profundas do cérebro tem oferecido opções para Parkinson em estágios avançados, abrindo caminho para tratamentos de outras condições debilitantes. Carolan afirma que a plataforma tecnológica pode abranger depressão, dependência e epilepsia, entre outros quadros.
A CEO da ARIA, Kathleen Fisher, descreve o potencial de impactos sociais derivados de investimentos públicos, citando experiências com vacinas de plataformas mRNA desenvolvidas com apoio governamental. O objetivo é que, até a virada da década, surjam evidências iniciais de benefícios em nível de circuitos cerebrais para sustentar novas linhas de financiamento.
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