- MSF informou, em relatório divulgado em 28 de abril, que Israel usa o acesso à água como punição à população de Gaza.
- Segundo o documento, Israel destruiu ou danificou quase 90% da infraestrutura de água e saneamento em Gaza, incluindo usinas de dessalinização, poços, tubulações e sistemas de esgoto.
- A conclusão aponta que, sem água, a vida fica vulnerável e há aumento no risco de doenças de pele e gastrointestinais.
- Claire San Filippo, gerente de emergência da MSF, afirma que as autoridades israelenses destruíram deliberadamente a infraestrutura e bloqueiam suprimentos essenciais.
- A organização disse ainda que um terço dos pedidos para entrada de materiais críticos de água e saneamento, desde outubro de 2023, foi rejeitado ou ignorado pelas autoridades israelenses.
Um relatório divulgado pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) nesta terça-feira (28/4) acusa Israel de usar o acesso à água como instrumento de punição coletiva contra a população de Gaza. A análise é baseada em dados de organizações internacionais, incluindo Nações Unidas, União Europeia e Banco Mundial.
Segundo o documento intitulado A Água como Arma: A Destruição e Privação de Água e Saneamento de Israel em Gaza, Israel destruiu ou danificou quase 90% da infraestrutura de água e saneamento na Faixa. Entre os ativos afetados estão usinas de dessalinização, poços, redes de distribuição e sistemas de esgoto.
Claire San Filippo, gerente de emergência da MSF, aponta que as autoridades israelenses sabem que a água é essencial à vida, mas teriam destruído deliberadamente a infraestrutura e impedido o suprimento de itens críticos, agravando a crise humanitária.
Além do impacto imediato, a ONG afirma que a escassez de água favorece a propagação de doenças de pele e gastrointestinais, elevando riscos à saúde da população. A MSF também destaca dificuldades logísticas para receber insumos.
Restrição de insumos para água e saneamento
A MSF relata que um terço dos pedidos para entrada de materiais críticos, como bombas, cloro, geradores e unidades de dessalinização, foi rejeitado ou ignorado pelas autoridades israelenses desde outubro de 2023. A organização afirma ver consequência direta na capacidade de resposta em Gaza.
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