- Soldado do Exército dos Estados Unidos, Gannon Van Dyke, de 38 anos, declarou-se inocente das acusações de fraude apresentadas contra ele em tribunal de Manhattan.
- Ele é indiciado por usar informações confidenciais para apostar na plataforma Polymarket entre 27 de dezembro de 2025 e 2 de janeiro de 2026, apostando que Nicolás Maduro deixaria o cargo e que forças americanas entrariam na Venezuela, o que lhe renderia cerca de US$ 400 mil.
- O caso marca a primeira vez que o Departamento de Justiça acusa uso de informação privilegiada envolvendo um mercado de previsões; a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities também apresentou acusações civis.
- O advogado de defesa disse que pretende contestar a validade das acusações; Van Dyke afirmou “Inocente” durante a leitura de sua declaração.
- Van Dyke recebeu liberdade mediante fiança de US$ 250 mil; a próxima audiência ficou marcada para 8 de junho, e ele permanece afastado das forças com status ainda indefinido.
O soldado do Exército dos Estados Unidos Gannon Van Dyke, de 38 anos, declarou-se inocente das acusações de fraude relacionadas ao uso de informações confidenciais para apostar na plataforma Polymarket. As apostas envolviam a queda de Nicolás Maduro e a entrada de forças norte-americanas na Venezuela. O indiciamento ocorreu na semana anterior, em um processo federal apresentado em Nova York.
Segundo as acusações, Van Dyke apostou cerca de US$ 33 mil entre 27 de dezembro de 2025 e 2 de janeiro de 2026. Os promotores afirmam que os mercados apontavam baixas probabilidades para esses eventos, o que ampliou o pagamento quando os acontecimentos não ocorreram como previsto.
O caso marca a primeira ação do Departamento de Justiça envolvendo uso de informações privilegiadas em um mercado de previsões. A Comissão de Comércio de Futuros de Commodities também apresentou acusações civis contra ele.
A defesa informou que contestará a validade das acusações. O advogado Mark Geragos descreveu Van Dyke como inocente, afirmando que a situação não configura crime.
Van Dyke é sargento de primeira classe das Forças Especiais, com status ligado ao Fort Bragg, na Carolina do Norte. Ele está afastado das forças e enfrenta cinco acusações criminais, incluindo uso ilegal de informações governamentais para ganho pessoal e fraude.
A juíza Margaret Garnett determinou fiança de US$ 250 mil, com restrições de viagem a Carolina do Norte, Nova York e Califórnia. O exército mantém a associação de Van Dyke em andamento, segundo informações da defesa.
A Polymarket afirmou ter sinalizado as negociações às autoridades e cooperado com a investigação. A plataforma Kalshi, rival, já havia impedido Van Dyke de abrir conta por exigências de identificação.
A próxima audiência ficou marcada para 8 de junho.
Entre na conversa da comunidade