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Conferência pelo fim dos combustíveis fósseis encerra com demanda por democracia ambiental

Três grupos de trabalho são formados na conferência na Colômbia para mapear o abandono dos combustíveis fósseis e conectá-lo às metas climáticas

Irene Vélez-Torres, ministra de Meio Ambiente da Colômbia, e Stientje van Veldhoven, ministra do Clima e do Desenvolvimento Verde dos Países Baixos, no último dia da conferência em Santa Marta, na Colômbia
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  • A conferência na Santa Marta, na Colômbia, terminou com o objetivo de abandonar combustíveis fósseis e promover uma “outra democracia ambiental”.
  • O encontro da Taff reuniu cinquenta e sete países; China, Estados Unidos e Rússia não foram convidados; o Brasil foi representado por Ana Toni e Aloísio Melo.
  • Foram criados três grupos de trabalho: caminhos para o abandono dos combustíveis fósseis, arquitetura financeira e dependência macroeconômica, e balança comercial e investimentos para a descarbonização.
  • A próxima edição será em Tuvalu, em dois mil e vinte e sete, com Irlanda como pré-conferência; Tuvalu afirmou ter capacidade para sediar.
  • As organizadoras defenderam a complementaridade com as conferências da ONU e a abertura de participação civil, além de enfatizarem transparência e aprendizado contínuo.

A conferência pelo abandono dos combustíveis fósseis, realizada em Santa Marta, Colômbia, chegou ao fim com o objetivo declarado de discutir o fim das fontes fósseis e sugerir caminhos para uma economia de baixo carbono. O evento reuniu 57 países, entre líderes de governo e especialistas, de 29 de abril a 29 de abril de 2026.

A primeira edição da iniciativa Transitioning away from fossil fuels (Taff) ocorreu em parceria com os Países Baixos. Entre os temas discutidos, destacou-se a formulação de mapas de caminho para abandonar o petróleo e seus derivados, conectando esses caminhos às metas climáticas nacionais (NDCs) para evitar lacunas. A conferência levou em conta a necessidade de compatibilizar agendas com as COPs da ONU.

A delegação brasileira foi composta pela diretora-executiva da COP 30, Ana Toni, e pelo secretário nacional de Mudança do Clima, Aloísio Melo. O encontro contou com ciência, inclusão e transparência como pilares centrais, segundo organizers.

Grupos de Trabalho

Durante a atividade, foram criados três grupos de trabalho. O primeiro vai desenhar os mapas do caminho para o abandono dos combustíveis fósseis, buscando integrar NDCs e reduzir emissões exportadas. O grupo terá apoio do NDC Partnership e de cientistas da USP, por meio do SPGET.

O segundo grupo tratará da arquitetura financeira, incluindo subsídios, impostos e dívidas vinculadas aos fósseis, com participação do IISD. O terceiro grupo focará na balança comercial e de investimentos para a descarbonização, com suporte da OCDE.

A plenária de encerramento enfatizou a busca pela complementaridade da Taff com as conferências da ONU, destacando ciência, inclusão e transparência. As ministras Ivone Vélez-Torres, da Colômbia, e Stientje van Veldhoven, dos Países Baixos, ressaltaram a natureza não negociadora do processo.

Também foi anunciada a escolha de Tuvalu e Irlanda como próximos anfitriões da conferência, em 2027, com uma pré-conferência na Irlanda. O ministro de Assuntos Internos de Tuvalu, Maina Vakafua Talia, afirmou que o país tem estrutura para sediar o encontro.

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