- Demanda global de passageiros em março de 2026 subiu 2,1% frente a março de 2025; a capacidade caiu 1,7% e a taxa de ocupação ficou em 83,6%.
- Demanda internacional caiu 0,6% na comparação anual; capacidade internacional caiu 6,2% e a ocupação ficou em 84,1%.
- Demanda doméstica avançou 6,5% com capacidade 5,6% maior; a taxa de ocupação foi de 83,0%.
- Queda expressiva no Oriente Médio: tráfego internacional das empresas da região caiu 60,8%, impactando o total global.
- Destaques regionais: Ásia-Pacífico, +11,5% na demanda; Europa, +7,7%; América do Norte, +3,7%; América Latina, +12,1%; África, +19,2%; Oriente Médio, −60,8%.
O tráfego mundial de passageiros em março de 2026 mostrou crescimento de 2,1% na demanda total, segundo a IATA, frente a março de 2025. A capacidade total caiu 1,7%, o que elevou a taxa de ocupação para 83,6%. O desempenho internacional ficou abaixo, com queda de 0,6% na demanda, enquanto o fluxo doméstico aumentou 6,5%. O recuo internacional veio principalmente do Oriente Médio, onde o tráfego caiu mais de 60%.
Segundo a IATA, a queda da demanda internacional ocorreu pese às fortalezas em outras regiões. A capacidade internacional recuou 6,2% versus março de 2025, e a ocupação ficou em 84,1%, 4,7 pontos percentuais acima de 2025. O recuo regional do Oriente Médio foi o principal motor do declínio global.
No âmbito doméstico, a demanda cresceu 6,5% na comparação anual, com oferta adicional de 5,6%. A taxa de ocupação doméstica ficou em 83,0%. A entidade indica que o aquecimento do verão no hemisfério norte ajuda a manter o ritmo, apesar de pressões sobre combustível e custos de passagem aérea.
Desempenho regional internacional
A demanda internacional apresentou queda de 0,6% em março, sendo o primeiro recuo desde março de 2021. A Ásia-Pacífico registrou avanço de 11,5% na demanda, com aumento de 1,5% na capacidade e taxa de ocupação de 91,2%. A Europa subiu 7,7% na demanda, com ocupação de 81,4%.
Na América do Norte, a demanda aumentou 3,7% e a ocupação atingiu 85,5%. O tráfego entre a Europa e a Ásia cresceu 29,3%, com serviços diretos substituindo rotas passadas pelo Oriente Médio. O Oriente Médio sofreu queda de 60,8% na demanda, com ocupação de 67,8%.
A América Latina teve alta de 12,1% na demanda, com capacidade 8,4% superior e ocupação de 83,8%. Já a África mostrou avanço de 19,2% na demanda, com ocupação de 77,7%. O recuo significativo no Oriente Médio reflete as restrições de espaço aéreo ligadas ao conflito regional.
Mercado doméstico e perspectiva
Na esfera doméstica, o crescimento foi puxado por China e Brasil, com variações de dois dígitos. Austrália e Japão também contribuíram para o desempenho positivo. O crescimento doméstico indiano foi afetado por redução de voos de conexão para hubs que atendem o Oriente Médio.
O diretor-geral da IATA, Willie Walsh, afirmou que o consumo de combustível de aviação preocupa o setor. Ele destacou riscos de eventual aperto de suprimento em regiões dependentes do Golfo, sobretudo na Ásia e na Europa, além de impactos potenciais nos preços das passagens.
Walsh também ressaltou que o verão no hemisfério norte tende a ser intenso para viagens, o que ajuda a manter a resiliência das companhias, mas exige flexibilidade regulatória. A ideia é ajustar slots a fim de mitigar impactos de restrições de capacidade e de provável racionamento de combustível.
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