- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que pode reduzir o número de tropas americanas na Itália e na Espanha, como parte de uma reavaliação da presença militar na Europa.
- A declaração ocorreu em meio a divergências entre Trump e aliados europeus sobre a guerra no Irã.
- Trump criticou a Itália e a Espanha, afirmando que “a Itália não tem ajudado em nada” e que “a Espanha tem sido horrível”, e citou questões ligadas à Otan.
- Hoje, cerca de 13 mil militares dos EUA estão na Itália e cerca de 4 mil na Espanha; previamente, Trump já falou em reduzir a presença na Alemanha (aproximadamente 39 mil soldados).
- O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, afirmou não entender os motivos da possível redução e disse que a Itália não usa o Estreito de Ormuz, mas se coloca à disposição para missões de proteção da navegação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que avalia reduzir o número de tropas americanas na Itália e na Espanha, como parte de uma reavaliação mais ampla da presença militar dos EUA na Europa. O comentário ocorre em meio a tensões com aliados europeus por divergências sobre a guerra no Oriente Médio.
A possível redução seria uma continuidade de declarações anteriores sobre a retirada de tropas na Alemanha, onde há cerca de 39 mil militares americanos. Hoje existem cerca de 13 mil soldados dos EUA na Itália e aproximadamente 4 mil na Espanha, segundo informações oficiais.
Trump criticou a atuação de Itália e Espanha no contexto do conflito e questionou a cooperação de seus aliados na Otan, além de sugerir que a situação na Ucrânia gerou caos. A fala também mencionou o uso estratégico do Estreito de Ormuz, afirmando que a via seria mais utilizada por europeus do que pelos EUA.
A declaração provocou reação na Itália. O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, disse não entender as razões para uma possível redução das tropas americanas no país. Crosetto afirmou que a Itália não utiliza o Estreito de Ormuz, mas se colocou disponível para missões de proteção da navegação na região.
Crosetto ressaltou que a Itália apoia operações internacionais voltadas à proteção da navegação e destacou o reconhecimento dos militares americanos pela cooperação. Ainda não houve anúncio oficial sobre mudanças no contingente em solo italiano ou espanhol.
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