- Autoridades israelenses vão interrogar dois ativistas da Global Sumud Flotilla, incluindo o brasileiro Thiago Ávila e Saif Abukeshek, após a interceptação de navios no Mediterrâneo.
- Ao todo, vinte e dois barcos e cento setenta e cinco ativistas foram interceptados pela Marinha israelense ao largo da costa de Creta, na noite entre quarta e quinta-feira.
- Israel diz ter agido em águas internacionais para impedir a flotilha de chegar às águas israelenses; relatos apontam danos aos motores e detenção de membros a bordo.
- Organizações alegam maus-tratos, com relatos de violência física e ferimentos; autoridades israelenses afirmam que os ativistas saíram ilesos.
- A flotilha pretendia romper o bloqueio de Gaza e levar ajuda humanitária; cerca de trinta e seis pessoas com cidadania de vários países ficaram feridas e receberam atendimento.
Os ativistas Saif Abukeshek, cidadão espanhol-sueco de origem palestina, e Thiago Ávila, brasileiro, foram interceptados pela Marinha israelense ao largo da costa de Creta, no Mediterrâneo. A ação ocorreu durante a noite de quarta para quinta, quando 22 barcos e 175 pessoas formavam a flotilha rumo a Gaza.
Autoridades israelenses afirmam que a operação visou impedir a aproximação das embarcações às águas israelenses, em razão do grande número de navios envolvidos. O grupo integra o comitê diretor da Global Sumud Flotilla, que busca romper o bloqueio e levar ajuda humanitária à região.
Ao todo, 53 embarcações navegaram antes da interceptação, com 31 chegando a águas seguras. Os organizadores disseram ter havido danos aos motores e prisões de algumas pessoas a bordo. Cerca de 34 feridos teriam sido atendidos após o desembarque, segundo eles.
Interrogatórios e acusações
O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que levaria Abukeshek e Ávila para interrogatório no país. A promotora britânica viu Abukeshek como suspeito de afiliação a uma organização terrorista e Ávila como suspeito de atividade ilegal, sem apresentar evidências.
A Global Sumud Flotilla pediu apoio internacional para a liberação dos ativistas. A organização destacou preocupações com o tratamento recebido e afirmou que Abukeshek estava em um barco de observação, sem planos de chegar a Gaza, enquanto Ávila estaria entre os detidos.
O governo espanhol informou que parte dos cidadãos espanhóis da flotilha desembarcou em Creta e contou com apoio consular. O chanceler espanhol pediu a libertação imediata de Abukeshek, sem detalhar outras providências.
A Embaixada da Espanha na Grécia atendeu aos ocupantes feridos, segundo relatos. O Brook de autoridades brasileiras não respondeu aos pedidos de comentário sobre o caso.
A flotilha partiu de Barcelona em meados de abril com o objetivo de romper o bloqueio imposto a Gaza, segundo os organizadores. As informações oficiais sobre o andamento e o status de todos os envolvidos seguem em atualização.
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