- Narges Mohammadi foi transferida da prisão para um hospital no Irã, em Zanjan, devido à piora de problemas cardíacos e pulmonares.
- A transferência ocorreu 140 dias após a detenção, com relatos de negação de atendimento médico adequado na penitenciária.
- Segundo a defesa, o médico da prisão indicou que não havia mais tratamento na unidade e ordenou a transferência emergencial.
- A Comissão do Prêmio Nobel da Paz afirmou estar alarmada com o estado de saúde da ativista.
- Mohammadi foi presa em dezembro de 2025 e já acumula múltiplas prisões e condenações que somam 31 anos de prisão e 154 chibatadas.
Narges Mohammadi, ativista iraniana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, foi transferida nesta sexta-feira de uma prisão em Zanjan para um hospital local devido a uma piora drástica de saúde. A transferência ocorreu em caráter de emergência após 140 dias de detenção.
A fundação ligada à ativista informou que houve desgaste cardíaco e problemas pulmonares não tratados adequadamente na penitenciária. O médico da prisão administrou soros e medicação, mas apontou a necessidade de atendimento especializado fora da unidade.
Segundo o advogado Mostafa Nili, Mohammadi inicialmente recusou a deslocação, por recomendações médicas anteriores, mas após novo desmaio, a internação emergencial foi confirmada. A Comarca de Zanjan recomendou suspensão da pena por 1 mês para tratamento.
Estado de saúde e desdobramentos
O Comitê do Nobel da Paz afirmou estar alarmado com o estado de saúde da vencedora, reconhecendo sua trajetória em defesa dos direitos das mulheres no Irã. A instituição destacou preocupação com a situação médica agravada.
Mohammadi foi detida em dezembro de 2025, durante uma cerimônia em Mashhad. Ela já havia passado por prisão temporária anteriormente por questões médicas, acumulando condenações que totalizam 31 anos de prisão e 154 chicotadas.
Essa transferência ocorre em meio a um histórico de perseguição ao ativismo de Mohammadi no Irã, com diversas prisões ao longo dos anos. A defesa reivindica tratamento adequado e acompanhamento médico próximo, sem interferência no direito à saúde.
Entre na conversa da comunidade