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Alemanha afirma que retirada de tropas dos EUA pode estimular defesa europeia

Retirada de cinco mil soldados dos EUA da Alemanha deve estimular a Europa a fortalecer suas defesas, enquanto republicanos dos EUA alertam para impacto na dissuasão e na aliança

Ministro da Defesa da Alemanha Boris Pistorius (Foto: REUTERS/ Nadja Wohlleben)
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  • O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse que a retirada planejada de 5.000 soldados dos EUA pode estimular a Europa a fortalecer suas defesas.
  • O Pentágono anunciou a retirada das tropas da Alemanha, maior base militar americana na região, com conclusão prevista em seis a doze meses.
  • Um plano de enviar um batalhão com mísseis Tomahawk para a Alemanha foi abandonado, o que Berlim via como uma barreira de dissuasão contra a Rússia.
  • Dois deputados republicanos dos EUA, Roger Wicker e Mike Rogers, expressaram preocupação e afirmaram que as tropas não deveriam deixar a Europa, mas seguir para o leste.
  • A Otan segue em contato com Washington para entender detalhes da decisão, enquanto o premiê polonês Donald Tusk também manifestou inquietação com impactos à aliança transatlântica.

A Alemanha afirmou que a saída planejada de 5.000 soldados dos EUA deve estimular a Europa a fortalecer sua defesa. A decisão foi anunciada semanas após tensões sobre o Irã e tarifas entre EUA e Europa. A retirada não tem prazo exato ainda, mas poderá ocorrer nos próximos seis a 12 meses.

Parlamento republicano dos EUA manifestou preocupação. Dois líderes de comitês de serviços armados, Roger Wicker e Mike Rogers, disseram que os militares não deveriam deixar a Europa, e sim reforçar o leste europeu.

O Pentágono confirmou a retirada das tropas da Alemanha, maior base americana na região. Também houve a suspensão de um plano de enviar um batalhão com mísseis Tomahawk ao país, visto como barreira estratégica para a Rússia.

Repercussões e contexto

Pistorius apontou que a retirada parcial era prevista e que a presença norte-americana na Alemanha era de cerca de 40 mil soldados. A Alemanha está atuando para ampliar suas próprias capacidades de defesa.

O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia defendido reduzir a presença na Alemanha durante o primeiro mandato. O assunto voltou à tona após contatos com autoridades alemãs que questionaram a estratégia.

A Otan afirmou que trabalha com os EUA para entender os detalhes da decisão. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, expressou preocupação com a segurança do flanco leste e com a unidade da aliança.

Peter Beyer, dirigente da CDU, disse que as duas medidas refletem pressão externa e frustração, não uma estratégia coerente, citando o momento político e conflitos na Ucrânia, na Venezuela e no Irã.

O Pentágono não informou quais bases seriam afetadas nem se as tropas retornariam aos EUA ou seriam redistribuídas na Europa. As informações indicam uma reconfiguração da presença militar americana no continente.

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