- Exxon Mobil volta a considerar investir na Venezuela, meses após o CEO Darren Woods ter dito a Donald Trump que o setor petrolífero do país era “impossível de investir”.
- A empresa ressaltou que o governo venezuelano alterou regulamentações de energia e termos de contratos para tornar o mercado mais atraente a investimentos estrangeiros.
- Woods afirmou que a Venezuela é um recurso enorme e está se abrindo para o mundo, destacando a história da Exxon na produção de petróleo pesado.
- A Exxon já teve operações nacionalizadas duas vezes, na década de setenta e sob o governo de Hugo Chávez, na década de dois mil.
- A Chevron, maior produtora estrangeira na Venezuela, mantém operações no país e espera quitar dívida de cerca de US$ 1,5 bilhão até 2027, com possibilidades de novos investimentos.
Exxon Mobil avalia seriamente retornar a investimentos na Venezuela, meses após o CEO Darren Woods ter dito ao presidente dos EUA, Donald Trump, que o setor petrolífero do país era impossível de investir. Na última semana, Woods voltou a falar sobre o tema em teleconferência com analistas, destacando mudanças regulatórias venezuelanas.
A Venezuela alterou regulamentações de energia e os termos de contratos para atrair mais parceiros estrangeiros, após ações de governo norte-americano que controlaram exportações de petróleo. Woods afirmou estar positivo quanto ao que está acontecendo e às oportunidades abertas no país.
A Exxon tem história antiga na Venezuela, com duas nacionalizações de operações ocorridas nas décadas de 1970 e na era de Hugo Chávez, em meados dos anos 2000. Um retorno seria possível diante de mudanças recentes no ambiente de negócios, segundo o executivo.
Em reunião na Casa Branca no início do ano, Woods havia informado Trump que investir no país seria inviável, o que gerou críticas públicas. O CEO ressaltou, agora, que o país possui um recurso enorme que pode ganhar atratividade para o mercado global.
A equipe da Exxon enviou profissionais ao território nas últimas semanas para avaliar a situação e confirmar o potencial de produção, especialmente de petróleo pesado, que compõe grande parte das reservas venezuelanas. A empresa reforça sua experiência nesse tipo de produção.
Além da Exxon, a Chevron figura como principal produtora estrangeira na Venezuela, mantendo operações apesar das nacionalizações. A empresa estima que a dívida com a Venezuela, de cerca de US$ 1,5 bilhão, seja quitada até 2027, com cenários que podem ampliar investimentos no país.
A Chevron produz atualmente cerca de 250 mil barris por dia na Venezuela. O CEO da Chevron, Mike Wirth, afirmou que a empresa permanece na posição de incumbente com vantagem, mesmo diante de mudanças regulatórias e receitas futuras.
O contexto atual envolve a percepção de que a Venezuela, com grandes reservas de petróleo bruto, pode oferecer condições de negócio mais atraentes aos investidores estrangeiros, especialmente para produtores com experiência em petróleo pesado. As mudanças regulatórias avaliam esse movimento de forma otimista.
Fontes do mercado destacam que novas parcerias poderiam ajudar a levar o petróleo venezuelano ao mercado global com maior eficiência, caso os contratos se tornem mais proporcionais aos padrões internacionais. A Exxon não informou novos prazos ou volumes oficiais no momento.
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