- O Reino Unido deve iniciar negociações para aderir ao empréstimo da União Europeia à Ucrânia, de 78 bilhões de libras (US$ 106 bilhões), para os próximos dois anos, com a maior parte destinada a gastos militares.
- O primeiro-ministro Keir Starmer deve anunciar na segunda-feira, em cúpula na Armênia, a intenção de trabalhar com a UE para apoiar a Ucrânia na aquisição de equipamentos militares essenciais.
- O empréstimo aprovado pela UE cobrirá dois terços das necessidades da Ucrânia nos próximos dois anos.
- O financiamento pode abrir oportunidades para empresas britânicas atenderem às necessidades da Ucrânia, especialmente no setor de defesa.
- Nesta semana, o Reino Unido também anunciará um novo pacote de sanções severas contra empresas russas para interromper cadeias de suprimento militares.
O governo do Reino Unido informou, neste domingo, que o país deve iniciar negociações para aderir ao empréstimo de 78 bilhões de libras (cerca de US$ 106 bilhões) concedido pela União Europeia à Ucrânia. A prática representa mais um passo no aprofundamento de laços de defesa entre os europeus, em meio a pressão dos Estados Unidos.
Segundo o governo, o primeiro-ministro Keir Starmer anunciará na segunda-feira, durante a Cúpula da Comunidade Política Europeia em Yerevan, capital da Armênia, que o Reino Unido pretende trabalhar em conjunto com a UE para apoiar a Ucrânia no fornecimento de equipamentos militares essenciais. O evento funciona como fórum criado após a invasão russa de 2022.
O empréstimo aprovado pela UE deverá cobrir dois terços das necessidades da Ucrânia nos próximos dois anos, com a maior parte destinada a gastos militares para a defesa frente ao conflito com a Rússia. O financiamento também pode abrir oportunidades para empresas britânicas atenderem às demandas urgentes da Ucrânia, especialmente no setor de defesa, aponta comunicado do governo.
Novas sanções contra empresas russas
O Reino Unido anunciará, nesta semana, um novo pacote de sanções consideradas severas contra companhias russas para interromper cadeias de suprimento militares, informou o governo. A medida ocorre em meio à pressão de Washington por maior atuação europeia na defesa do continente.
A visita de Starmer a Yerevan marca a primeira ida de um líder britânico à Armênia desde Margaret Thatcher, em 1990. O movimento também se insere no contexto de disputas entre EUA e europeus sobre compartilhamento de responsabilidades defensivas, com sinais de maior cooperação entre Londres e o bloco europeu.
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