- O Irã publicou um novo mapa oficial com linhas vermelhas que delimitam a área sob controle das Forças Armadas iranianas no Estreito de Ormuz.
- A primeira linha fica a oeste da passagem, entre a ilha de Qeshm e a faixa costeira dos Emirados Árabes Unidos, a noroeste de Dubai; a segunda linha fica ao sul, entre o norte de Omã e a costa iraniana.
- A divulgação ocorreu um dia após o anúncio dos Estados Unidos sobre uma operação para guiar navios comerciais pela região.
- O comando militar iraniano ameaçou atacar qualquer embarcação estrangeira que se aproxime do Estreito de Ormuz, afirmando controle total sobre o tráfego local.
- O Estreito de Ormuz concentra cerca de vinte por cento do fluxo mundial de petróleo e permanece fechado desde o final de fevereiro; o bloqueio americano continua desde o dia treze de abril, com quarenta e oito embarcações iranianas redirecionadas, segundo dados militares.
- Em meio ao contexto, o projeto “Liberdade” busca facilitar a passagem de navios, enquanto a possibilidade de resposta diplomática aos pedidos do Paquistão é mencionada.
O Irã divulgou nesta segunda-feira um novo mapa oficial que delimita as linhas vermelhas da área sob gestão de suas forças militares no Estreito de Ormuz. A divulgação ocorreu um dia após o anúncio de uma operação dos Estados Unidos para garantir a passagem segura de navios na região.
O governo iraniano afirma que as linhas demarcam a área sob controle das Forças Armadas. As projeções situam a primeira linha a oeste, entre a ilha de Qeshm e a costa dos Emirados Árabes Unidos, próximo a Dubai, e a segunda ao sul, entre Omã e o Irã.
O anúncio surge após Trump informar que tropas norte-americanas passariam a guiar navios comerciais retidos na região. A agência Fars reportou um suposto ataque a um navio de guerra dos EUA perto da ilha de Jask, o que o Exército dos EUA negou formalmente.
Ameaças e declarações oficiais
Pouco antes do mapa, o setor militar iraniano advertiu que qualquer embarcação estrangeira se aproximando do estreito poderá sofrer ações. A imprensa estatal indicou que o tráfego precisa de coordenação prévia com Teerã, sob controle total do Estreito.
Abdolrahim Mousavi Abdollahi, do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, afirmou que forças estrangeiras que se aproximarem do estreito serão atacadas. O porta-voz Mohseni, da Guarda Revolucionária, reforçou que movimentações contrárias às diretrizes poderão ser detidas com firmeza.
Impacto econômico e o Projeto Liberdade
O Estreito de Ormuz é chave para o escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial. A passagem segue bloqueada desde o fim de fevereiro, com redução no tráfego de navios comerciais. Apesar do cessar-fogo, Teerã mantém a passagem fechada; os EUA mantêm bloqueio na área desde meados de março.
Para reduzir o impacto, foi lançado o Projeto Liberdade, visando facilitar a travessia de navios e socorrer empresas e países considerados vítimas das circunstâncias. Trump afirmou que qualquer interferência no projeto deverá ser combatida com firmeza, segundo a manchete oficial.
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