- Cerca de sessenta artistas e participantes participaram de uma ação de protesto contra a participação de Israel na Bienal de Veneza, na abertura de pré-apoio profissional.
- A ação, intitulada “Solidarity Drone Chorus”, ocorreu ao meio-dia em frente ao Giardini, com cântico de “Drone Song” e uma caminhada até o Pavilhão Central.
- Os presentes buscaram “ocupar sonoramente o espaço” e trazer à Bienal a realidade diária de Gaza, conforme declararam os organizadores.
- A ação foi organizada após uma carta aberta do Art Not Genocide Alliance, assinada por quase duzentos artistas, curadores e profissionais da arte.
- Os artistas planejam repetir a performance ao meio-dia, na quarta, quinta e sexta-feira, em diferentes locais da Bienal; muitos usavam camisetas com nomes de artistas de Gaza e Palestina.
Dozens de artistas participam de uma performance no opening da Bienal de Veneza para protestar a participação de Israel no evento. A ação, chamada Coro Solidário de Drones, ocorreu ao meio-dia, com cerca de 60 artistas e dezenas de participantes, no Giardini, seguindo em caminhada até o Pavilhão Central. O objetivo foi expressar apoio à Palestina e contestar a presença israelense na mostra.
A iniciativa foi organizada por artistas da mostra principal ao longo dos últimos meses, em resposta a uma carta aberta publicada em março pela Art Not Genocide Alliance. A carta pediu à organização da Bienal que impedisse a participação de Israel neste edição, com assinatura de cerca de 200 profissionais da área.
Carolina Caycedo, que integra a exposição In Minor Keys, participou da ação. Ela explicou que o som de drones, presente no cotidiano de Gaza, buscava trazer para a Bienal a realidade vivida pelos palestinos e a resistência diária. A atividade incluiu a entoação de uma canção viral composta por um educador e compositor de Gaza.
Segundo Caycedo e Rui Dias Monteiro, também envolvido, o ato não visou desviar o foco do Pavilhão israelense, mas ampliar a voz de artistas palestinos na conversa. Durante o protesto, muitos participantes vestiam camisetas com nomes de artistas de Gaza e Palestina, com obras representadas nas costas.
Ainda de acordo com os participantes, a ação teve caráter coletivo, liderado por artistas envolvidos na mostra e pelo Palestinian Museum em Ramallah. Um participante pediu anonimato para manter o foco na ação em si e não em indivíduos.
A organização planeja a continuação de performances semelhantes ao longo de três dias, com apresentações ao meio-dia em locais diferentes ao redor da Bienal. A discussão sobre a participação de Israel na mostra continua a gerar debate entre artistas e instituições ligadas ao evento.
- A reportagem é baseada em informações da ARTnews, que acompanhou a ação e ouviu participantes e organizadores. Em nenhum momento há posicionamento da parceria jornalística ou opinião do veículo sobre o tema.
Entre na conversa da comunidade