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Coreia do Norte condena à morte 38 por consumo de cultura estrangeira

Coreia do Norte condena à morte 38 por crimes ligados à cultura estrangeira; TJWG aponta aumento após o fechamento de fronteiras, com foco em cultura e informação sul-coreanas

Na imagem, líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un
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  • A Coreia do Norte condenou à morte 38 pessoas entre janeiro de 2020 e meados de dezembro de 2024 por crimes relacionados à cultura estrangeira, religião e superstição.
  • A TJWG registrou 153 condenações à morte naquele período, um aumento de 247,7% em relação ao ciclo anterior ao fechamento da fronteira com a Coreia do Sul.
  • Antes do fechamento, as condenações estavam principalmente relacionadas a homicídio; depois, o foco passou a ser delitos ligados à cultura e à informação estrangeiras, como filmes, novelas e música sul-coreanos, bem como religião e superstições.
  • O relatório cita punições por assistir e distribuir vídeos sul-coreanos, possuir uma Bíblia e ouvir com frequência a Rádio Free Asia.
  • As informações se baseiam em entrevistas com 880 desertores norte-coreanos em 87 cidades; desde 2015, o Projeto de Mapeamento de Execuções da TJWG já documentou 1.008 declarações sobre execuções e sentenças desde 1956.

A Coreia do Norte condenou à morte 38 pessoas por crimes ligados a cultura estrangeira, religião e superstição entre janeiro de 2020 e meados de dezembro de 2024. O dado consta de um relatório da ONG TJWG, com sede em Seul, divulgado em 27 de abril de 2026. A assinatura da TJWG registra o período analisado no total de condenações do país.

Conforme o levantamento, houve um aumento expressivo de execuções desde o fechamento da fronteira com a Coreia do Sul, no contexto da pandemia de covid-19. Ao todo, a TJWG registra 153 condenações à morte nos quase cinco anos após o fechamento, o que representa um acréscimo de 247,7% em relação ao intervalo anterior, que registrou 44 casos.

O relatório aponta uma mudança na pauta de punições: antes do fechamento, as condenações mais comuns eram por homicídio. Depois, o foco passou a recair sobre delitos relacionados à cultura e à informação estrangeiras, incluindo filmes, novelas e música sul-coreanos, bem como questões religiosas e de superstição. Entre os casos citados estão assistir e distribuir vídeos sul-coreanos, possuir uma Bíblia e ouvir com frequência a Rádio Free Asia.

As informações do estudo se baseiam em entrevistas com 880 desertores norte-coreanos que viveram em 87 cidades do país. O TJWG acompanha, desde 2015, o Projeto de Mapeamento de Execuções, que já documentou 1.008 declarações sobre execuções e sentenças de morte desde 1956, cobrindo três gerações de governos sob Kim Il-sung, Kim Jong-il e Kim Jong-un.

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