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Lula discute com Trump a indicação de Bachelet para a chefia da ONU

Lula discute com Trump a indicação de Michelle Bachelet à chefia da ONU, em meio a articulações Brasil-México e possível veto dos membros permanentes

Lula
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  • Lula deve discutir com o presidente dos EUA a indicação de Michelle Bachelet para a chefia da ONU, em encontro marcado para quinta-feira (7 de maio).
  • A candidatura é costurada pelo Brasil em parceria com o México, após mudança de posição do Chile.
  • O processo envolve recomendação do Conselho de Segurança antes da Assembleia Geral, com veto possível dos cinco membros permanentes (entre eles os EUA e a China).
  • Além de Bachelet, disputam o posto Rafael Mariano Grossi, Macky Sall e Rebeca Grynspan.
  • O cargo fica vago no fim de dezembro, quando o mandato de António Guterres se encerra. A decisão deve sair nos próximos meses.

A candidatura de Michelle Bachelet para a chefia da ONU ganha espaço na agenda de Lula e de Trump. O tema deve entrar na conversa entre os dois líderes durante a reunião prevista para esta semana, nos Estados Unidos. Lula viaja para Washington para se encontrar com Trump na quinta-feira, 7 de maio.

A articulação para apoiar Bachelet é vista como etapa estratégica. O Brasil, com o México, costura o nome da ex-presidente chilena para o posto de Secretário-Geral, embora o Chile tenha afastado o apoio após mudanças no governo.

O Conselho de Segurança da ONU, que inclui China, França, Reino Unido, Rússia e os EUA entre seus membros permanentes, pode usar o veto para bloquear a candidatura. A decisão final depende de apoio entre os 193 países membros.

Contexto da disputa

A candidatura de Bachelet surgiu em parceria entre Brasil e México, com apoio inicial do Chile. A ideia era trazer uma mulher para liderar a ONU, cargo hoje ocupado por António Guterres desde 2017.

Após a mudança de governo no Chile, o apoio ao nome de Bachelet foi revisto. Com a assunção de Jose Antonio Kast, o Chile retirou seu respaldo à candidata associada a Lula.

Além de Bachelet, outros três nomes disputam o cargo: Rafael Mariano Grossi, diplomata argentino e diretor da Agência Internacional de Energia Atômica; Macky Sall, presidente de Senegal; e Rebeca Grynspan, economista e ex-vice-presidente da Costa Rica.

Processo de escolha

O processo está em curso e a ONU deve divulgar a tendência nos próximos meses. O cargo ficará vago até o fim de dezembro, quando Guterres encerra seu mandato.

A decisão final depende da articulação entre os países membros. A Assembleia Geral escolherá o próximo secretário-geral, com aprovação prévia do Conselho de Segurança, conforme a Carta da ONU.

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