- A Suprema Corte dos EUA discute a legalidade do cancelamento do TPS para haitianos, sírios e outros, diante da incerteza sobre o programa.
- O TPS já protege mais de um milhão de imigrantes, e sua continuidade depende de decisões judiciais e ações políticas.
- A maioria conservadora indicou que tribunais podem não ter poder para revisar cancelamentos de designações do TPS.
- Ativistas pedem ação legislativa bipartidária para uma solução permanente que proteja as famílias afetadas.
- Dados apontam 17 países com TPS até março de 2025, protegendo quase 1,3 milhão de pessoas; o futuro do programa depende da decisão da Corte prevista para o fim de junho ou início de julho.
Desde a decisão do governo Trump de suspender as designações de TPS para Haiti e Síria, o futuro do programa permanece incerto. A Suprema Corte dos EUA discute a legalidade do cancelamento do TPS e os impactos para mais de 1 milhão de imigrantes. O caso envolve situações de países em crise e desastres naturais.
Beneficiários como José Palma, salvadorenho, e Viles Dorsainvil, haitiano, estão entre os que contestam as medidas. Palma atua como coordenador nacional da Alianza Nacional del TPS, enquanto Dorsainvil é cofundador do Haitian Support Center. As entidades defendem uma solução permanente para quem vive com o status temporário.
A ação judicial apresentada na quarta-feira (29) chegou ao tribunal máximo por meio de casos envolvendo sírios e haitianos. O processo questiona se o cancelamento foi conduzido de forma compatível com a legislação vigente, incluindo consultas a agências especializadas. Defensores alegam falhas no processo de avaliação.
A administração sustenta que o TPS não funciona como um programa de asilo permanente, mas como proteção temporária. O TPS permite trabalhar e permanecer nos EUA por prazo renovável, com avaliações periódicas. A leitura de juristas e organizações de direitos humanos aponta para impactos amplos caso o TPS seja encerrado.
Segundo dados do Congresso, até março de 2025 o TPS abrangia 17 países, com quase 1,3 milhão de pessoas protegidas. A maior parte é de beneficiários de Venezuela, Haiti, El Salvador, Honduras e Nicarágua. As designações variam e algumas já foram encerradas pelo governo dos EUA.
Analistas afirmam que uma decisão da Suprema Corte pode impedir revisões judiciais de futuras designações ou cancelamentos. Se for reconhecida a não-revisibilidade, o governo poderá encerrar proteções sem apreciação de tribunais, afetando famílias e comunidades inteiras.
Especialistas destacam que, sem o TPS, muitos imigrantes poderiam retornar ao status anterior, geralmente irregular, elevando riscos de deportação e separação familiar. Organizações pedem ação legislativa bipartidária para assegurar uma solução estável.
Entre os casos estão relatos de beneficiários que conseguiram obter emprego, educação e estabilidade familiar graças ao TPS. A iminência de perder esse status reacende a pressão por respostas claras na Câmara e no Senado, em meio ao cenário político atual.
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