- Péter Magyar será empossado como primeiro-ministro neste sábado, no parlamento de Budapeste, encerrando formalmente os 16 anos de governo de Viktor Orbán.
- Magyar ganhou com vitória expressiva ao lado da oposição Tisza, prometendo encerrar o que chama de illiberalismo e promover mudanças no país.
- Entre as medidas anunciadas estão a suspensão de transmissões da mídia estatal, a exigência de renúncia de ocupantes de cargos ligados ao governo de Orbán e a criação de uma autoridade para investigar e recuperar recursos públicos mal usados.
- Símbolos e representatividade também devem marcar o momento: a bandeira europeia retorna à fachada do parlamento, Krisztián Kőszegi deve tornar-se o primeiro vice-presidente roma do Legislativo e há um recorde histórico de mulheres entre os parlamentares.
- Há expectativa de que haja consequências para Orbán: pesquisas indicam que até dois terços dos magyares querem que ele enfrente justiça, enquanto Magyar busca esclarecer e responsabilizar possíveis desvios de recursos públicos.
Péter Magyar será empossado nesta semana como novo primeiro-ministro da Hungria, marcando o fim simbólico de 16 anos de governo de Viktor Orbán. A cerimônia ocorre no Parlamento de Budapeste, em meio a expectativa de mudanças no rumo político e econômico do país.
O anúncio ocorreu após as eleições, em que Magyar e o partido de oposição Tisza venceram de forma expressiva, surpreendendo observadores internacionais e redefinindo as relações de Hungria com a União Europeia. O discurso de posse enfatizará o combate ao que Classifica como regime liberal dominante.
Entre as medidas prometidas estão a suspensão de transmissões de veículos estatais de propaganda, a demissão de indicados de Orbán no governo e a devolução de fundos congelados pela UE. Magyar também indicou a criação de uma autoridade para investigar desvios de recursos públicos.
O novo governo deverá ter um gabinete com participação feminina recorde, incluindo a nomeação de Krisztián Kőszegi como primeira vice-presidente da Assembleia Nacional, órgão onde quatro quintos dos parlamentares deverão ser mulheres. A mudança visa sinalizar uma direção mais plural.
O clima entre eleitores do interior varia: apoiadores demonstram otimismo com o fim do que chamam de ambiente de medo e de desinformação promovido pela antiga gestão. Críticos, por outro lado, expressam preocupação com a condução de reformas e com a transição institucional.
Pesquisa recente indica que parte significativa da população espera responsabilização por possíveis irregularidades previstas durante o governo anterior. Magyar afirmou que pretende abrir espaço para investigações e recuperação de recursos públicos, sem adiantar quais consequências devem ocorrer.
O cenário internacional acompanha a transição com cautela. Observadores destacam o desafio de restaurar a confiança com parceiros da UE e manter a estabilidade econômica em meio a inflação e custos de vida elevados. A avaliação sobre a eficácia das mudanças ficará para os próximos meses.
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