- O Pentágono divulgou o primeiro lote de cento e sessenta e dois arquivos anteriormente secretos sobre relatos de fenômenos aéreos não identificados (UAPs).
- Entre os documentos está o depoimento de Buzz Aldrin, feito em 1969, dizendo ter visto um objeto de tamanho considerável próximo à superfície lunar e uma fonte de luz brilhante que poderia ter sido um laser.
- Além de relatos escritos, há vídeos de câmeras militares ao redor do mundo, incluindo um objeto com formato de futebol sobre o Mar da China Oriental em 2022.
- O material inclui cabos do Departamento de Estado, documentos do FBI e transcrições de voos da Nasa, além de fotografias históricas e relatos de testemunhas.
- O Pentágono informou que mais arquivos serão divulgados aos poucos, em parceria com a Casa Branca, o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional, o FBI, o Departamento de Energia e a Nasa, e que nem todos os itens foram analisados quanto a eventuais anomalias.
O Pentágono liberou nesta sexta-feira o primeiro lote de arquivos anteriormente confidenciais que registram relatos de avistamentos de objetos não identificados no espaço aéreo. A divulgação foi solicitada há décadas por defensores da transparência. A medida ocorre após ordem de autoridades federais para tornar públicos registros sobre fenômenos aéreos não identificados, conhecidos hoje como UAPs.
Entre os destaques, está o depoimento de Buzz Aldrin, astronauta da Apollo 11 e segundo homem a pisar na Lua, feito em 1969, no qual ele relatou ter visto um objeto de grande tamanho próximo à superfície lunar e uma fonte de luz bastante brilhante que poderia ser um laser. Junto a relatos escritos, o material inclui vídeos de câmeras militares ao redor do mundo.
Os arquivos trazem objetos descritos como movendo-se de forma errática, com velocidades distintas, em imagens registradas sobre o Iraque, a Síria e os Emirados Árabes Unidos nos últimos anos. Também há registros de um objeto com formato de futebol visto no Mar da China Oriental em 2022.
A divulgação, denominada “inicial”, envolve 162 arquivos e documentos de várias agências. O site do Departamento de Defesa exibe uma coleção em que há cables do Departamento de Estado, documentos do FBI e transcrições de voos tripulados da NASA, além de páginas com relatos vagos de encontros com UFOS.
Outro material menciona, por exemplo, um relatório confidencial de 1947 do comando de defesa aérea de Nova York, em que o piloto e o navegador de um avião comercial Pan Am relataram ter visto por segundos um objeto laranja luminoso no céu. Em 2023, o FBI entrevistou alguém identificado apenas como piloto de drone que viu um objeto linear com faixas na luz, segundo o relatório.
Aldrin não foi o único astronauta a mencionar ocorrências estranhas. Uma fotografia da Apollo 17, de 1972, mostra três pontos em formação triangular; o Pentágono afirma que não há consenso sobre a natureza da anomalia, mas que uma análise preliminar sugere a possibilidade de um objeto físico.
O Pentágono descreve a liberação como uma etapa inicial, realizada em parceria com múltiplas entidades federais, incluindo a Casa Branca, o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional, o FBI e a NASA. Novos arquivos devem ser publicados periodicamente pelo Departamento de Guerra.
Mesmo com o incremento na divulgação, o órgão admite que muitos materiais ainda não foram analisados em detalhe para esclarecer eventuais anomalias. A divulgação visa atender ao interesse público por informações sobre o que o governo sabe sobre rastreamento e possíveis programas ligados a alienígenas.
Em 2024, relatórios oficiais já indicavam ausência de evidências de atividade extraterrestre, apontando condições meteorológicas, balões, aves ou satélites como explicações comuns para avistamentos. Ainda em 2024, a All-Domain Anomaly Resolution Office desmentiu que o governo esconda tecnologias alienígenas ou criaturas de outros mundos.
A iniciativa ocorre no contexto de críticas a falta de transparência e de uma possível pressa na divulgação de provas. O governo já indicou que novas informações serão liberadas conforme sejam revisadas. A divulgação é acompanhada pela imprensa internacional e por especialistas em ufologia.
The Associated Press contribuiu com a reportagem.
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