- A Marinha do Irã publicou neste sábado um aviso de que ataques a embarcações iranianas terão uma resposta pesada, mirando um dos centros americanos na região e navios inimigos.
- Na sexta-feira, os Estados Unidos atacaram dois petroleiros iranianos, em meio ao cessar-fogo entre as partes, segundo relatos.
- As Forças Armadas americanas afirmaram que os bombardeios atingiram petroleiros vazios que tentavam furar o bloqueio naval na entrada do Estreito de Ormuz.
- O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que o Irã não se curvará à pressão e acusou Washington de promover uma aventura militar irresponsável.
- Araghchi afirmou que o estoque de mísseis e a capacidade de lançamento do Irã estão em 120% em relação a 28 de fevereiro, quando o conflito começou, segundo ele.
O Irã informou, neste fim de semana, que qualquer ataque a embarcações iranianas terá uma resposta considerada pesada, incluindo ações contra centros militares dos Estados Unidos na região e contra navios adversários. O comunicado foi publicado pela conta oficial da Marinha iraniana na rede X.
A declaração ocorre após os Estados Unidos terem atacado, na sexta-feira, dois petroleiros iranianos durante o cessar-fogo vigente entre as partes. As Forças Armadas americanas afirmaram que os alvos eram navios vazios que tentavam furar o bloqueio naval na entrada do Estreito de Ormuz.
Na quinta-feira, o Irã já havia informado que os EUA teriam atacado um petroleiro iraniano e outro navio iraniano próximo ao Estreito de Ormuz, além de bombardeios em áreas costeiras do território. Em reação, o governo americano minimizou a ofensiva, descrevendo-a como um retaliação de menor escala.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o Irã não cederá à pressão externa e acusou Washington de realizar uma operação militar arriscada durante negociações. O ministro citou também um aumento da capacidade de mísseis e de lançamento no país desde o início do conflito.
Segundo autoridades iranianas, o país enlargou seu estoque de mísseis e a capacidade de lançamento, estimando que esse estoque já está 120% superior ao registrado em 28 de fevereiro, quando o conflito começou.
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