- Em 29 de novembro, um drone atacou um grupo de deslocados nos montes Nuba, na fronteira entre o Sudão e o Sudão do Sul, matando vários e ferindo outros.
- Hassan Koko, de 50 anos, sobreviveu ao ataque, mas ficou com marcas profundas; ainda exibe cicatrizes nas pernas.
- Os montes Nuba concentram o campo Umm Dulo, que abriga milhares de deslocados internamente, com mais de 34 mil pessoas no Campo de Recepção, e 2.885.393 refugiados em áreas controladas pelo SPLM-N.
- O conflito, que já completa três anos, resultou em deslocamento de cerca de 14 milhões de pessoas e mais de 150 mil mortos; drones passaram a ser usados com frequência, e, entre janeiro e março de 2026, mais de 500 civis foram mortos em ataques aéreos com drones, segundo a ONU.
- A aliança entre a RSF e o SPLM-N é alvo de controvérsia; ONGs e a ONU dependem de financiamentos que ficaram reduzidos, impactando a assistência humanitária aos refugiados.
O que aconteceu
Um drone atacou um grupo de trabalhadores e voluntários numa área de refúgio na região montanhosa de Nuba, na fronteira entre Sudão e Sudão do Sul. O ataque ocorreu em 29 de novembro do ano passado, durante um curso de capacitação, matando vários colegas e deixando feridos.
Quem está envolvido
A vítima direta relatada foi Hassan Koko, um agente comunitário de saúde de 50 anos que sobreviveu ao ataque e ficou com cicatrizes permanentes. A região está sob controle de facções locais, com a aliança entre o SPLM-N e as Forças de Apoio Rápido (RSF) atuando na área. Refugiados e soldados feridos têm buscado abrigo nos montes Nuba.
Quando, onde e por quê
O ataque aconteceu no território dos montes Nuba, na divisa entre Sudão e Sudão do Sul, e é parte de uma escalada contemporânea do uso de drones na guerra sudanesa. A região abriga milhares de deslocados que vivem em acampamentos precários, sob risco constante de novos ataques aéreos.
Contexto e desdobramentos
A guerra no Sudão, iniciada em abril de 2023, já provocou deslocamentos de cerca de 14 milhões de pessoas e mais de 150 mil mortes, segundo organismos internacionais. Em Nuba, a presença de grupos armados aumenta a tensão entre civis, refugiados e forças em atuação na região.
Situação atual nos campos
Nos acampamentos, moradores relatam condições precárias, com abrigo improvisado, acesso limitado a alimento e água e risco de ataques. A ONU aponta que mais de um milhão de deslocados permanecem em áreas sob controle de facções locais, dificultando a verificação de números.
Impacto humano
Entre os refugiados, há relatos de traumas graves, violência e sequestros ocorridos durante os conflitos. Em Umm Dulo, o deslocamento forçado transformou a vida de famílias que perderam entes queridos e vivem sob vigilância constante, com limitações de mobilidade e serviços básicos.
Cenário político e operacional
A aliança entre RSF e SPLM-N é vista por especialistas como uma reação pragmática às hostilidades contínuas. Analistas ressaltam que o acordo militar permanece incerto e envolve disputas por controle territorial, infraestrutura e acesso a recursos.
Perspectiva de curto prazo
Não há indicação de saída imediata do conflito ou redução de ataques. As operações humanitárias enfrentam entraves financeiros, com ONGs e agências da ONU sob pressão para manter assistência a refugiados e deslocados.
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