- No primeiro dia do cessar-fogo, o Estado-Maior ucraniano informou que a Rússia realizou 51 ataques desde o início do dia.
- O Ministério da Defesa russo rebateu, alegando que grupos armados ucranianos lançaram ataques com drones e artilharia contra suas tropas.
- O cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos e anunciado na sexta-feira, vale até segunda-feira, 11 de maio.
- O presidente Vladimir Putin usou o discurso do Dia da Vitória para justificar a guerra e criticar a Otan.
- O desfile do Dia da Vitória em Moscou foi reduzido e não exibiu armamentos pesados na Praça Vermelha.
O cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, previsto para durar de sábado a segunda-feira, começa com acusações de violação de ambas as partes. O acordo foi mediado pelos Estados Unidos e anunciado pelo presidente Donald Trump na sexta-feira.
O Estado-Maior ucraniano informou que, desde o início do dia, ocorreram 51 ataques contra posições ucranianas. O Ministério da Defesa russo rebateu, afirmando que grupos armados ucranianos atentaram contra suas tropas com drones e artilharia.
Putin usou o Dia da Vitória, feriado nacional na Rússia, para defender a continuidade da operação militar, divergindo de apelos para desescalar o conflito. Em discurso de oito minutos, ele ressaltou a luta contra a Otan e a legitimidade da ação russa.
Segundo o líder russo, a vitória foi comprovadamente alcançada e permanece como guia para as ações atuais, em meio a críticas de parte da comunidade internacional. O discurso ocorreu em meio ao abrandamento formal do conflito, sem exibições militares na Praça Vermelha.
O Dia da Vitória, celebrado em formato reduzido, relembra a aliança soviética na Segunda Guerra e os milhões de mortos no conflito. Autoridades russas destacaram a resiliência das tropas, enquanto a comunidade internacional acompanha o desenrolar do cessar-fogo.
Fontes: agências Reuters e AFP.
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