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EUA impõem sanções para cortar exportação de petróleo do Irã à China

Sanções dos EUA miram cortar exportação de petróleo iraniano para a China, atingindo a rede da Guarda Revolucionária e pressão financeira global

O ditador da China, Xi Jinping. (Foto: ANDRES MARTINEZ CASARES/EFE/EPA)
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  • EUA impuseram nova rodada de sanções contra três pessoas e nove empresas acusadas de ajudar o Irã a vender e transportar petróleo para a China, por meio da Guarda Revolucionária Islâmica.
  • Alvos incluem quatro empresas em Hong Kong, quatro nos Emirados Árabes Unidos e uma em Omã; o objetivo é driblar sanções, ocultar a origem das operações e movimentar recursos para Teerã.
  • A ação ocorre dias antes de reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, com foco em pressionar Pequim a ajudar a abrir o Estreito de Ormuz.
  • O Tesouro descreve a campanha Economic Fury, destinada a cortar financiamento do Irã para programas militares, grupos aliados e ambições nucleares.
  • O governo também oferece recompensa de até US$ 15 milhões por informações que ajudem a desmontar mecanismos financeiros da Guarda Revolucionária; menciona frota sombra de petroleiros usados para exportar petróleo iraniano.

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira uma nova rodada de sanções contra três pessoas e nove empresas acusadas de ajudar o Irã a vender e transportar petróleo para a China. A medida busca restringir redes usadas pela Guarda Revolucionária Islâmica para driblar sanções e movimentar recursos ao regime iraniano.

A ação ocorre dias antes de reunião prevista entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, na qual Pequim deve ser pressionada a colaborar com Washington para flexibilizar o impasse com o Irã e abrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica de energia global.

Alvos e regiões

O Tesouro aponta quatro empresas com sede em Hong Kong, quatro nos Emirados Árabes Unidos e uma em Omã entre os alvos. Três pessoas ligadas à estrutura petrolífera da Guarda Revolucionária coordenaram pagamentos e operações de venda do petróleo iraniano.

O órgão também cita a utilização da “frota sombra”, com petroleiros que transportam o petróleo fora dos canais de fiscalização. Empresas de Hong Kong, Dubai, Sharjah e Omã ajudaram a organizar embarques de petróleo em navios já sancionados.

Entre as companhias incluem-se Hong Kong Blue Ocean Limited, Hong Kong Sanmu Limited, Ocean Allianz Shipping LLC, Atic Energy FZE e Zeus Logistics Group. Elas atuaram na venda, transporte ou organização de embarques ligados à Guarda Revolucionária.

Segundo o Tesouro, a ofensiva financeira já interrompeu bilhões de dólares em receitas previstas, congelou parte de criptomoedas vinculadas ao regime e atingiu redes bancárias paralelas usadas pelo Irã.

Recompensas e alcance

Além das sanções, o Departamento de Estado abriu uma recompensa de até US$ 15 milhões por informações que ajudem a desmantelar mecanismos financeiros da Guarda Revolucionária. A medida reforça o esforço de pressionar o regime iraniano.

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