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China integra o equilíbrio político do Irã, afirma embaixador

Embaixador iraniano afirma que a China é parte do equilíbrio político de Teerã, não apenas parceira econômica, ajudando a conter a escalada regional

Imagem colorida mostra embaixador do Irã na China, Rahmani Fazli - Metrópoles
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  • O embaixador do Irã na China, Rahmani Fazli, afirmou que Pequim é mais que um parceiro econômico e faz parte do equilíbrio político do Irã contra pressões externas.
  • As declarações foram dadas à agência Irna, após a visita do ministro das Relações Exteriores iraniano à China.
  • O comentário ocorre antes da viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim.
  • Fazli disse que o Irã busca redefinir sua posição diplomática após o conflito recente com os EUA e Israel, fortalecendo alianças estratégicas.
  • Ele afirmou que a China ajudou a conter a escalada da crise regional e que qualquer mediação não deve virar pressão contra o Irã.

O embaixador do Irã na China, Rahmani Fazli, afirmou que Pequim vai além de ser um parceiro econômico para Teerã. Em entrevista à agência estatal Irna, ele descreveu a China como parte do equilíbrio político iraniano diante de pressões externas.

Fazli destacou que a China não é apenas compradora de energia, e sim um elemento de contenção de pressões, ameaças e unilateralismo contra o Irã. As declarações ocorreram após a visita do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, à China.

O embaixador ainda mencionou que o governo persa busca redefinir sua postura diplomática após o recente conflito envolvendo EUA e Israel. O objetivo é fortalecer alianças estratégicas, não depender unicamente de respostas militares ou táticas.

Em relação ao papel da China, Fazli afirmou que Pequim atuou para conter a escalada na região, evitando que o conflito se agrave. Porém, ressaltou que qualquer mediação não deve servir como instrumento de pressão contra o Irã.

“O Irã está lidando com a fase pós-guerra buscando redefinir seu alinhamento por meio do engajamento com parceiros estratégicos”, disse o embaixador, acrescentando que a China não pressionou o Irã, mas buscou evitar a guerra e a instabilidade regional.

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