- O principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, deu ultimato aos Estados Unidos para aceitarem o plano de paz de 14 pontos proposto por Teerã.
- Ghalibaf afirmou que não há alternativa senão aceitar os direitos do povo iraniano conforme a proposta, e que outras abordagens seriam infrutíferas.
- Ele ressaltou que, quanto mais Washington demorar, mais os contribuintes americanos terão que pagar.
- O plano iraniano exige fim da guerra na região, suspensão do bloqueio aos portos e a liberação de ativos congelados; negociações permanecem estagnadas após a primeira rodada no mês passado.
- Donald Trump rejeitou a proposta, dizendo que é totalmente inaceitável, e o cessar-fogo vigente desde 8 de abril está em estado crítico; cresce o temor de reinício de hostilidades no Golfo.
O principal negociador do Irã anunciou um ultimato aos Estados Unidos nesta terça-feira (12/5) para que aceitem as condições do plano de paz de 14 pontos proposto por Teerã, com o objetivo de encerrar a guerra no Oriente Médio. A iniciativa é apresentada como resposta às hostilidades regionais.
O porta-voz iraniano, que também preside o Parlamento, afirmou que não há alternativa ao reconhecimento dos direitos do povo iraniano conforme a proposta, e que qualquer outra abordagem seria infrutífera. Além disso, associa a demora de Washington a custos para os contribuintes americanos.
Desdobramentos e reações
A tensão aumenta a perspectiva de novo confronto no Golfo, o que pode atrasar a retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz e influenciar os preços do petróleo. O Itamaraty não é citado neste texto, mas a região segue sob olhar atento das potências.
O presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou na segunda-feira a última proposta iraniana, classificando-a como inaceitável. O cessar-fogo que vigora desde 8 de abril permanece precarizado, segundo analistas.
Contexto das negociações
O Irã busca, no plano de 14 pontos, o fim da guerra regional, a suspensão do bloqueio aos seus portos e a liberação de ativos congelados. As negociações, que tiveram uma primeira rodada no mês passado, seguem sem avanços visíveis até o momento.
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