- Putin afirmou que a guerra na Ucrânia está chegando ao fim, durante entrevista no fim de semana passado.
- O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que houve trabalho de base com Ucrânia e Estados Unidos para encerrar o conflito, aproximando a conclusão.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o acordo para encerrar o conflito está se aproximando, sem entrar em detalhes.
- Zelensky declarou que a Rússia não tem intenção de encerrar a guerra e que a Ucrânia teme novos ataques.
- Os lados acordaram um cessar-fogo curto de nove a onze de maio, mediado pelos EUA; a Rússia ocupa cerca de um quinto da Ucrânia e não houve acordo de paz.
O Kremlin reafirmou neste terça-feira que a guerra na Ucrânia estaria quase no fim, mantendo a visão do presidente Vladimir Putin. A declaração coincide com a avaliação de que o conflito está se aproximando de uma conclusão, segundo a imprensa russa.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos jornalistas que houve avanços básicos em negociações com a Ucrânia e os Estados Unidos, suficientes para sustentar a percepção de proximidade do desfecho, embora sem detalhes operacionais.
O ex-presidente Donald Trump também sinalizou, ao deixar a Casa Branca, que o fim da guerra estaria muito próximo. Ele mencionou a possibilidade de acordo entre as partes, sem entrar em pormenores.
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, discorda do otimismo. Em declaração recente, ele afirmou que a Rússia não tem intenção de encerrar o conflito e que a Ucrânia se prepara para novos ataques, mantendo a postura de resistência.
Trump tem promovido várias rodadas de negociações entre os lados, sem que um acordo de paz tenha sido alcançado. A Rússia continua ocupando parte do território ucraniano, enquanto Kiev exige retirada das tropas russas.
Peskov reiterou que a Rússia está aberta a encontros entre Putin e Zelensky após o aprofundamento do processo de paz, destacando que ainda é necessário realizar grande trabalho preparatório para chegar a uma conclusão.
Um cessar-fogo de três dias, mediado pelos EUA, vigorou de 9 a 11 de maio, entre os lados em conflito, coincidindo com a celebração da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial. As partes relataram não ter registrado ataques em grande escala durante esse intervalo.
Apesar do cessar-fogo, ambos os lados apontaram continuidade de hostilidades ao longo da linha de frente e atribuíram responsabilidade por ataques com drones e artilharia a exaxtas do adversário, mantendo o cenário tenso e incerto.
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