- Petrobras mira México e Venezuela em sua expansão internacional, com foco atual na costa oeste da África.
- A estatal já iniciou conversas com o governo mexicano para exploração e produção de petróleo e para sinergias com a Braskem no país.
- A presidente Magda Chambriard informou que no México a busca inclui petróleo em águas profundas, campos maduros e gás natural para abastecer a Braskem local.
- A Venezuela continua na lista de desejos da Petrobras, dependendo de condições políticas e regulatórias, segundo a executiva.
- No México, a Braskem Idesa enfrenta dificuldades financeiras e pode buscar recuperação judicial; a Petrobras e a gestora IG4 trabalham para salvar a Braskem com uso de gás natural da Petrobras para reduzir custos.
A Petrobras, sob a liderança de Magda Chambriard, mira expansão internacional para além da costa oeste africana. Em entrevista, a estatal indicou foco no México e na Venezuela, com etapas iniciais envolvendo negociações com governos e avaliações de oportunidades em petróleo e gás. A meta é ampliar ganhos via exploração, produção e sinergias industriais.
No México, a companhia busca produzir em águas profundas e campos maduros, além de avaliar o uso de gás natural para abastecer a Braskem local. A iniciativa inclui ampliar a participação da Braskem Idesa, que enfrenta dificuldades financeiras e depende de gás importado dos EUA.
Magda destacou que o México pode ganhar apoio no desenvolvimento de gás para a Braskem e para redução de custos. A Petrobras planeja enviar novas equipes ao país para avançar as tratativas e explorar oportunidades de integração com o parque industrial mexicano.
Na Venezuela, a presidente afirmou que o país permanece na lista de desejos da empresa, destacando recursos descobertos relevantes e a vizinhança geográfica como fator natural de interesse. No momento, a companhia ainda não detalhou planos operacionais.
A imprensa internacional aponta incertezas sobre eventual abertura venezuelana a investimentos estrangeiros, especialmente após ações de cortes de energia e mudanças políticas. Em relação à Braskem, a gestão brasileira busca fortalecer a governança em parceria com a IG4, sua nova sócia, para salvar a petroquímica brasileira.
A gestão da Braskem, que passa por mudanças na governança, tem foco em reduzir custos e reestruturar operações. Assembleias ocorridas no fim de abril inauguraram alterações no comando, com novo alinhamento previsto para o fechamento de maio.
Por ora, a Petrobras mantém a estratégia de intensificar atuação em Braskem, conforme apontado por Magda. As conversas com o México já evoluem para etapas técnicas, com a possibilidade de integração de ativos e de fornecimento de insumos.
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