- Christine Dawood, psicóloga alemã que vive perto de Londres, perdeu o marido Shahzada, 49, e o filho Sulaman, 19, quando o submersível Titan implodiu nos destroços do Titanic, em dezoito de junho de dois mil e vinte e três.
- O Titan, construído pela OceanGate, não tinha certificação de segurança e apresentava falhas, falhando ao se aproximar dos escombros a mais de três mil metros de profundidade.
- Christine lançou o livro “96 Horas” para lavar a sua alma; o volume chega hoje à Europa e aos Estados Unidos, sem previsão de estreia no Brasil.
- Nas entrevistas, ela descreve a espera angustiante, a busca e o momento em que recebeu a notícia de que o Titan estava desaparecido e depois da explosão.
- A Guarda Costeira dos Estados Unidos considerou o desastre evitável por falhas de engenharia e imprudência de Stockton Rush; Christine planeja criar uma fundação para tratar traumas.
Christine Dawood, psicóloga alemã radicada na Inglaterra, relembra o dia 18 de junho de 2023, quando o submersível Titan partiu para visitar os destroços do Titanic, a mais de 3 mil metros de profundidade. O objetivo era explorar o histórico local, sem saber que o veículo não voltaria.
Shahzada Dawood, empresário paquistanês de 49 anos, e Sulaman Dawood, de 19, estavam entre os passageiros. Acompanhavam o grupo que incluía o britânico Hamish Harding, o francês Paul-Henri Nargeolet e o dono da OceanGate, Stockton Rush, que também morreu. O Titan implodiu sob pressão, deixando cinco mortos.
Christine vive perto de Londres, na mesma casa onde o casal residia, agora apenas com a filha Alina. Três anos depois, ela revela em seu livro 96 Horas o que viveu durante as buscas, a destruição do sub e a ausência de corpos, apenas vestígios no fundo do mar.
Sobre o livro
No relato, Christine descreve a sequência de eventos a bordo do barco de apoio durante as buscas, bem como a percepção de que o Titan apresentava falhas recorrentes, o que, segundo ela, não foi claramente comunicado aos passageiros.
Decisão de ceder o lugar
Ela explica que o marido tinha fascínio pela história do Titanic e que Sulaman também nutria o desejo de ver o navio em ruínas. A mãe acabou cedendo o lugar, embora prefira não detalhar esse momento tão doloroso.
O momento da confirmação do desaparecimento
Christine conta que, horas após o embarque, os responsáveis informaram apenas que o Titan poderia estar sem contato, o que causou angustia na família. A espera não trouxe sinais de retorno ou de resgate imediato.
A conclusão da tragédia
A Guarda Costeira dos EUA avaliou o caso por um ano e meio e concluiu que o acidente foi evitável, devido a falhas de engenharia e à omissão de medidas de segurança por Rush. A conclusão apontou risco grave no projeto.
O que restou e a vida após
Duas caixas com lama teriam restado como vestígio de Shahzada e Sulaman, segundo a narrativa. Sem corpos, Christine mantém objetos como memória permanente e planeja ações de apoio, fundando um centro de tratamento para traumas na Inglaterra.
Foco da terapêutica e futuro
A autora pretende estruturar uma fundação para auxiliar pessoas que enfrentam traumas semelhantes. Ela ressalta que a perda não se restringe a uma única família, citando contextos de migrantes e tragédias marítimas.
Contexto e perspectiva
Christine não atribui culpas no livro, destacando a dor pessoal e o desejo de ajudar outras pessoas em situações de perda extrema. O relato enfatiza a importância de lições aprendidas para futuras operações no oceano.
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