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UE barra importações de carne do Brasil em nova lista sanitária

UE exclui Brasil da lista de exportadores de carne sob novas regras de antibióticos; decisão pode ser revista futuramente se pendências forem atendidas

Em 2025, o Brasil vendeu US$ 1,8 bilhão em carnes bovina e de frango ao bloco, que reúne 27 países
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  • A União Europeia divulgou uma lista de países autorizados a exportar carne para o bloco; o Brasil ficou fora por não apresentar garantias suficientes sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
  • A lista, validada pelos Estados-membros, inclui Argentina, Colômbia e México.
  • A Comissão Europeia informou que a lista pode ser revista futuramente, caso as pendências sejam atendidas.
  • Em 2025, o Brasil vendeu US$ 1,8 bilhão em carnes bovina e de frango para a UE, tornando-se o segundo maior mercado do bloco, atrás da China.
  • O comissário da Agricultura, Christophe Hansen, afirmou que os padrões sanitários da UE são rigorosos e que produtos importados devem cumprir os mesmos requisitos, em meio a pressões do setor após o acordo com o Mercosul.

Nesta terça-feira (12/5), a União Europeia divulgou uma lista de países autorizados a exportar carne para o bloco sob regras mais rígidas de antibióticos na pecuária. O Brasil ficou de fora da relação, que foi validada pelos Estados-membros.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não foi incluído por não apresentar garantias suficientes sobre a restrição ao uso de determinados antimicrobianos na produção animal. Autoridades da UE indicaram que a lista pode ser revista futuramente, caso as pendências sejam atendidas.

A UE mantém regras que proíbem o uso de antimicrobianos para estimular o crescimento e impõem restrições a antibióticos essenciais para humanos. O objetivo é reduzir a resistência bacteriana e o uso indevido na pecuária. Em 2025, o Brasil vendeu cerca de US$ 1,8 bilhão em carnes para o bloco.

Quem fica, quem sai

A lista inclui Argentina, Colômbia e México, entre outros, considerados em conformidade com as exigências sanitárias europeias. A decisão coincide com pressões de agricultores europeus e com o início provisório do acordo UE-Mercosul, em vigor desde 1º de maio, ainda sujeito a avaliação judicial na UE.

A decisão de excluir o Brasil ocorre em meio a debates sobre concorrência externa e segurança sanitária. Autoridades brasileiras já indicaram que vão acompanhar o desdobramento e a possível reavaliação da lista.

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