- A União Europeia vê na fala de Vladimir Putin sobre o fim da “operação militar especial” uma indicação de fragilidade russa e de possível caminho para encerrar o conflito.
- A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, afirmou em Bruxelas que ministros entenderam a mudança de tom de Moscou e que Putin parece estar em posição mais fraca.
- Entre os fatores citados estão perdas russas no campo de batalha, avanços ucranianos dentro de território russo e aumento do descontentamento interno na Rússia.
- Mesmo assim, a UE não vê sinais de boa-fé em negociações por parte da Rússia, que continua apresentando exigências máximas.
- O bloco discutiu novas sanções para cortar receitas do Kremlin, medidas de segurança para a Ucrânia em caso de trégua e maneiras de monitorar um possível cessar-fogo.
A União Europeia avalia possíveis sinais de caminho para a paz na Ucrânia após Putin indicar que a guerra “se encaminha para o fim”. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, afirmou em Bruxelas que a declaração do Kremlin sinaliza fragilidade da Rússia e pode abrir espaço para encerrar o conflito. A fala ocorreu na segunda-feira (11), após Putin anunciar que a chamada operação militar especial estaria chegando ao fim.
Kallas informou que a mensagem de Putin foi analisada por ministros europeus, que observaram mudança no tom de Moscou. Segundo ela, a avaliação aponta que a Rússia está em posição mais fraca do que jamais esteve. O discurso levou em conta perdas russas no campo de batalha, avanços ucranianos em profundidade e descontentamento interno, além de controle mais rígido da internet pelo Kremlin.
Apesar da leitura de fragilidade, a UE não enxerga sinais de que Moscou esteja disposto a negociar de boa-fé. A chefe da diplomacia europeia ressaltou que as exigências russas continuam altas, o que dificulta qualquer negociação realista. A UE planeja manter a pressão para reduzir as receitas do Kremlin e ampliar garantias de segurança à Ucrânia em caso de cessar-fogo.
Medidas da UE
Ministros discutiram, nos últimos dias, novas sanções para cortar fontes de receita do Kremlin e ampliar as garantias de segurança à Ucrânia. O bloco também trabalha para fortalecer a capacidade de monitorar um possível cessar-fogo e assegurar transparência nas etapas seguintes do conflito.
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