- O cenário de vinhos de Bangkok está ficando mais curioso e experimental, com sommeliers explorando rótulos fora da tradição europeia e incluindo vinhos locais.
- A Potong, restaurante de Bangkok comandado pela chef-proprietária Pichaya “Pam” Soontornyanakij, afirma que as cartas de vinho se tornam mais pensadas e criativas para harmonizar com a culinária tailandesa.
- A carta da Potong, que percorre 26 países, foca em vinhos sustentáveis, biodinâmicos e naturais, incluindo rótulos locais como Sun Pa Tong Sticky Rice de Sato 422 (2026) e vinhos da Issara Winery de Khai Yai (Shiraz 2019, Chardonnay 2023 e Chenin Blanc 2023).
- A bebida Issara também resulta de uma parceria entre Potong e um artista local de Song Wat, com rótulo que celebra a filosofia do restaurante e o uso de práticas sustentáveis; a harmonização citada envolve vieira com curry e pão com leite.
- O país ainda não tem reconhecimento internacional específico para o vinho, mas há otimismo de Pam de que a produção local evoluirá para uma identidade própria nas próximas décadas, incentivando restaurantes a valorizar produtores nacionais.
Em Bangkok, a cena de vinhos começa a ganhar fôlego além das tradicionais cartas europeias. Restaurantes de alto nível exploram rótulos locais e opções menos óbvias para acompanhar a cozinha tailandesa.
A chef e proprietária de Potong, Pichaya Soontornyanakij, destaca que as cartas de vinho ficaram mais pensadas e experimentais. Tradicionalmente, a harmonização com comida tailandesa era vista como desafio, por causa de picantes e acidez.
Potong, em Bangkok, abriu em 2021 no bairro chinês histórico. O espaço funciona numa antiga loja de remédios de 120 anos, herdada pela família, que opera sob o nome Potong desde 1910.
Vinho local em ascensão
No cardápio da casa, a seleção de vinhos abrange 26 países e prioriza sustentabilidade, biodinâmica e naturais. Rótulos locais ganham destaque na chamada “Odisséia do Vinho” de Potong, com opções de Sato 422 e Issara Winery.
Entre as sugestões, figura uma parceria com a Issara Winery, produzida com orientação de um artista da região de Song Wat. A rotulagem celebra a filosofia do restaurante, com uvas cultivadas de forma sustentável.
A proposta de harmonização para o prato de vieira com curry envolve um vinho de acidez brilhante, que equilibra a riqueza do prato e a intensidade das especiarias, mantendo a bebida fresca e harmoniosa.
Perspectivas para o vinho tailandês
A Tailândia ainda não é reconhecida internacionalmente pela produção de vinho, mas há sinalizações de progresso. A chef Pam aponta avanços em qualidade e experimentação, com produtores aprendendo a lidar com o clima e o terroir locais.
Nos próximos 10 a 20 anos, a aposta é que o vinho tailandês desenvolva identidade própria, sem imitar outros países. Esse diferencial pode se tornar sua principal força.
A curiosidade entre chefs e sommeliers aumenta, e a disponibilidade de vinhos nacionais deve crescer conforme a qualidade sobe. Restaurantes veem oportunidades para valorizar a produção local.
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