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Hospital no Sudão do Sul, de movimentado a escombros em 24h

MSF encerra hospital de Lankien após bombardeio, saque e incêndio; destruição agrava crise de saúde em Jonglei, deixando 1,4 milhão sem acesso a cuidados

Charred medical supplies in the hospital’s burnt-out former cold-chain room.
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  • O hospital de MSF em Lankien, em Jonglei, com 80 leitos, foi bombardeado, saqueado e incendiado após o ataque militar, deixando o local sem camas, cadeiras e equipamentos.
  • O hospital funcionava há mais de três décadas e atendia cerca de 250 mil pessoas; a equipe evacuou após o fechamento e a violência escalate.
  • A ala de armazenamento refrigerado foi queimada e o armazém de suprimentos ficou destruído; a organização descreve o incêndio como intencional.
  • Dados da ONU indicam que, desde dezembro de 2025, mais de 304 mil pessoas foram deslocadas em Jonglei e 1,4 milhão perdeu o acesso a atendimento de saúde; 33 unidades de saúde foram saqueadas ou destruídas na região.
  • Mesmo com retorno de parte da população em abril, a distribuição de alimentos foi interrompida e há risco de fome em quatro condados, com comunidades sem acesso a alimentos, mercados e serviços essenciais.

O hospital de MSF em Lankien, no estado de Jonglei, em South Sudan, foi atacado por bombardeio aéreo, incendiado e saqueado após o início de operações militares. O ocorrido ocorreu entre 3 de fevereiro e a invasão terrestre que seguiu, levando ao fechamento definitivo da unidade de 80 leitos. A violência interrompeu serviços maternos, pediátricos e de doenças crônicas na região.

A equipe de MSF visitou Lankien pela primeira vez em semanas, desde a decisão de encerrar o atendimento. Ao desembarcar, os médicos verificaram estruturas destruídas, ar-condicionado destruído, armazéns incendiados e equipamentos saqueados. A hospitalidade local, marcada por líderes tradicionais, contrastava com o cenário de devastação.

Quem esteve envolvido

  • Médicos sem Fronteiras (MSF): operavam há mais de 30 anos a unidade de Lankien.
  • Comunidade de Lankien: moradores que retornaram após períodos de deslocamento forçado.
  • Autoridades locais de Nyirol: presença de comitês comunitários na recepção dos visitantes.

Quando e onde

  • Março a abril de 2026: visita de MSF ao hospital após o ataque.
  • Local: Lankien, município de Nyirol, Jonglei, Sudão do Sul.

Por quê

  • Ação militar entre as forças SSPDF, fiéis ao governo, e o SPLM-IO provocou despejos forçados e violência contra infraestrutura de saúde.
  • MSF encerrou o hospital após operações militares e relatos de risco. A organização qualificou o ataque como parte de uma tendência grave de violência contra serviços de saúde no país.

Destruição e impacto humanitário

  • O hospital era a única segunda linha de atendimento na região, oferecendo assistência materna, pediátrica e tratamento para malnutrição e malária.
  • Não havia camas, cadeiras ou dispositivos funcionais; muitos veículos de MSF foram saqueados ou danificados.
  • A área de cadeia de frio foi incendiada, destruindo estoques críticos de medicamentos e suprimentos.

Deslocamento e risco

  • O Comissariado de Direitos Humanos da ONU destacou ataques indiscriminados contra civis em toda a região.
  • O Unocha aponta que 1,4 milhão de pessoas em Jonglei ficaram sem acesso a saúde devido a saques e destruição de instalações.
  • A crise alimentar se agrava, com alerta de fome em quatro condados e 7,8 milhões de sul-sudanenses em insegurança alimentar entre abril e julho de 2026.

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