- Trump chegou a Pequim e foi recebido pelo vice-presidente Han Zheng, em uma reunião de alto risco com Xi Jinping, acompanhado por CEOs de tecnologia.
- A pauta inclui tarifas, competição tecnológica, a guerra no Irã e a relação dos EUA com Taiwan; Trump pediu que a China fosse mais aberta para impulsionar projetos dos participantes presentes.
- No ano passado, o comércio bilateral somou US$ 414,7 bilhões, abaixo dos US$ 690,4 bilhões registrados em 2022; Trump busca reduzir o déficit entre os dois países.
- A China mira manter competitividade na IA e pode usar metais de terras raras como ferramenta de negociação; há temores de controle de tecnologia pelos chineses.
- A agenda em Pequim envolve cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo, banquete de Estado, várias reuniões bilaterais e uma foto no Jardim Zhongnanhai, com a saída prevista para sexta-feira.
Trump chega a Pequim para encontros com Xi Jinping que devem abordar Irã, Taiwan e comércio
O presidente dos EUA, Donald Trump, desembarcou em Pequim na noite de 13 de maio, para uma reunião de alto nível com o presidente chinês Xi Jinping. A agenda inclui tarifas, tecnologia, Irã e a relação com Taiwan. A chegada ocorreu no Air Force One, com cerimônia de boas-vindas no tapete vermelho.
Acompanhado por dirigentes da indústria, como Elon Musk e Jensen Huang, Trump participa de uma série de encontros bilaterais ao longo de dois dias. Entre os convidados ao lado do presidente estão Tim Cook, Larry Fink e Kelly Ortberg, que participam de discussões sobre comércio e cooperação tecnológica.
A recepção, conduzida pelo vice-presidente chinês Han Zheng, sinaliza uma intenção de diálogo mais direto entre as potências. Pequim já mostrou resistência a pressões externas e busca preservar interesses estratégicos na economia e na tecnologia.
Comércio e energia
Durante as conversas, espera-se discutir o patamar do comércio bilateral, com foco no déficit americano e na compra de produtos agrícolas dos EUA pela China. Analistas apontam que reduzir tarifas e assegurar fluxo comercial são temas centrais para ambos os lados.
As avaliações sobre o câmbio de tecnologia apontam para uma possível reponderação de regras de exportação, bem como discussões sobre inovação e cadeias produtivas. A China busca manter o acesso a chips e suprimentos de alta tecnologia, enquanto os EUA enfatizam proteção de propriedade intelectual.
Irã e Taiwan
A reunião deve incluir a guerra no Irã, com Pequim pressionada a usar influência econômica para facilitar um desfecho mais estável. A China depende do petróleo iraniano, e as operações no Estreito de Ormuz afetam o fornecimento global. As partes analisam impactos e caminhos diplomáticos.
Sobre Taiwan, o governo norte-americano tem adotado tom misto, apoiando Taiwan por meio de armas enquanto evita compromissos explícitos de defesa diretos. Senadores dos EUA já destacaram publicamente que o apoio a Taiwan não está sujeito a negociação com a China.
Trump encerra a visita na sexta-feira, com um chá de trabalho e uma cerimônia de despedida no Jardim Zhongnanhai, em Pequim. O programa inclui uma foto oficial no Grande Salão do Povo e uma sequência de reuniões com Xi Jinping.
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