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Peru define segundo turno entre direita e esquerda um mês após eleições

Peru define segundo turno entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez para 7 de junho, após apuração que manteve disputa acirrada

A conservadora Keiko Fujimori e deputado de esquerda Roberto Sánchez se enfrentarão em segundo turno para o cargo de presidente do peru (Foto: EFE/ Renato Pajuelo/ Fernando Gimeno/ Arquivo)
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  • O Onpe confirmou a conclusão da apuração e definiu o segundo turno para 7 de junho entre Keiko Fujimori, da Força Popular, e Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru.
  • Fujimori recebeu 17,18% dos votos válidos, totalizando 2.877.678 votos. Sánchez teve 12,03%, equivalentes a 2.015.114 votos.
  • Rafael López Aliaga, da Renovação Popular, ficou em terceiro com 11,90% e 1.993.904 votos, disputando a vaga até o fim.
  • Votos em branco ou nulos somaram 3.418.321, representando 16,84% do total apurado.
  • A eleição teve 35 candidatos, a maior lista da história, e o pleito ocorre em contexto de instabilidade política no Peru, com comparação aos segundos turnos de 2016 e 2021.

O Peru encerrou a apuração das eleições nesta sexta-feira, 15, e definiu o segundo turno para 7 de junho entre Keiko Fujimori, da direita, e Roberto Sánchez, da esquerda. A confirmação veio do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe).

Fujimori recebeu 17,18% dos votos válidos, somando 2.877.678 sufrágios. Sánchez teve 12,03%, com 2.015.114 votos. Rafael López Aliaga, da Renovación Popular, ficou em terceiro com 11,90% e 1.993.904 votos, apenas 21.210 votos a menos que Sánchez.

López Aliaga contestou a decisão, afirmando fraude e pedindo que as autoridades não anunciassem os resultados até atender suas queixas, citando atrasos na abertura das urnas em Lima, reduto de votos do candidato.

Contexto

O segundo turno definirá o presidente para o mandato 2026-2031, em meio a uma década de instabilidade com oito chefes de Estado. A disputa volta a colocar Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, contra Sánchez, associado ao ex-presidente Pedro Castillo, que está preso.

O pleito teve 35 candidatos, o maior registro da história do país, com elevado índice de votos em branco e nulos, que chegaram a 16,84% (3.418.321 votos). A apuração foi uma das mais longas, pela margem apertada entre os adversários.

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