- O Serviço Federal de Inteligência suíço anunciou que abrirá arquivos há décadas selados sobre Josef Mengele, o médico nazista conhecido como Anjo da Morte, mas não informou data.
- Mengele fugiu da Europa após a Segunda Guerra Mundial; há rumores de passagem pela Suíça, apesar de mandado internacional de prisão ter existido.
- Existem indícios de que Mengele esteve na Suíça em 1956 para férias de esqui com o filho, e, em 1961, a polícia austríaca avisou que ele usava nome falso e poderia estar no país; a esposa alugou um apartamento em Zurique.
- Os documentos envolvem também uso de documentos de Cruz Vermelha para facilitar a fuga de nazistas; a organização pediu desculpas pelo uso indevido.
- Um historiador acionou a Justiça após ser recusado de acessar arquivos; a decisão mudou, e o acesso deve ocorrer sob condições ainda a definir, sem data prevista.
O Serviço Federal de Inteligência Suíço informou que abrirá arquivos de longa data sobre o notório criminoso de guerra nazista Josef Mengele, conhecido como o Anjo da Morte. A data de acesso não foi anunciada. A divulgação ocorre após décadas de recusa por parte das autoridades suíças.
Mengele fugiu da Europa após a Segunda Guerra Mundial. Embora haja rumores de passagem pela Suíça e um mandado internacional de prisão, os documentos permaneciam selados, alimentando especulações entre historiadores sobre o papel do país como possível ponto de trânsito.
Contexto histórico e desdobramentos recentes
Entre as evidências estudadas está a passagem de Mengele pela Suíça em 1956, durante uma viagem de esqui com o filho. Pesquisadores apontam que, em 1961, a inteligência austríaca alertou autoridades suíças sobre a possível presença do criminoso no território, sob um nome falso. A polícia de Zurique registrou vigilância a uma moradia próxima ao aeroporto, ligada à esposa de Mengele.
A família Mengele alugou um apartamento em Zurique e buscou residência permanente, fato observado por autoridades na época. A possibilidade de prisão de Mengele em território suíço, em 1961, não foi confirmada publicamente. Pesquisadores solicitam acesso aos arquivos desde anos, com pedidos reiterados em 2019 e 2025 recusados.
Atualização e perspectivas
A decisão final para abrir os arquivos foi tomada após uma campanha legal e de financiamento coletivo que gerou apoio público. O órgão suíço afirmou que o acesso será concedido sob condições a serem definidas. Ainda não houve data para a liberação, e a natureza exata das informações que poderão constar permanece incerta.
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